JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

 Até quando é obrigado a estudar a Torá? - Até o dia de sua morte, pelo que está escrito: "... para que não saiam de teu coração todos os dias de tua vida..." - Dt 4:9. E, todo o tempo no qual não se ocupe da Torá, esquece [o que já aprendera]. É obrigado a dividir em três seu tempo de estudo: um terço na Torá escrita, um terço na Torá Oral, e um terço para analisar e entender cada coisa, desde seu princípio até seu cúlmino, aprendendo uma coisa a partir de outra, assimilando um pormenor a outro, e julgando pelas regras segundo as quais a Torá é explicada, até saber como é seu funcionamento, e como discernir entre o proibido e o permitido, e assim por diante de coisas que aprendera através da "chemu'a" - sendo isto o que se chama Talmud.

Com três coroas foi coroado Israel: com a coroa da Torá com a coroa do sacerdócio e com a coroa do reinado. A coroa do sacerdócio, foi mérito de Aharon, como está escrito: "Será para ele, e para seus filhos após ele, um pacto de sacerdócio eterno!..." - Nm 25:13. A coroa do reinado, foi mérito de David, conforme está escrito: "Sua semente para sempre será, e seu trono como o sol perante Mim!" - Sl 89:37. Quanto à coroa da Torá, encontra-se posta e pronta para quem a quiser, como está escrito: "...é a herança da comunidade de Jacob!" - Dt 33:4 - Quem quiser, venha e tome-a para si.

 Para que não digas que as outras são mais importantes que a coroa da Torá, foi dito: "Por intermédio de mim, reinarão reis, nobres legislarão justiça e ministros preencherão seus altos cargos!" - Pv 8:15,16 - Aprendes disto, então, que a coroa da Torá é mais importante que as coroas do sacerdócio e do reinado. Disseram os Sábios: "um 'mamzer' discípulo dos Sábios é maior que um sumo-sacerdote ignorante de Torá! - está escrito: "Ela é mais valiosa que pérolas!" - Pv 3:15 - mais cara que o sumo-sacerdote, que adentra os locais mais interiores do Templo!" (O termo pérola - em hebraico - vem da mesma raiz que a expressão interior.)

 Não há nenhum dos preceitos que se equipare ao estudo da Torá, ao contrário: seu estudo equivale a todos os preceitos a um só tempo, pois o estudo leva ao cumprimento. Portanto, é mais importante o estudo de que o cumprimento de qualquer preceito, seja qual for. Tendo a pessoa algum mandamento a cumprir, e estudo da Torá - caso o preceito possa ser efetuado por outras pessoas - não pode interromper seu estudo. Caso contrário, cumpra-o, e retorne a seu estudo de Torá.

Para que não digas: "Vou juntar dinheiro, até comprar tudo o que necessito, e possa desfazer-me de minhas ocupações, após o que voltarei e estudarei!" - caso eleves a teu coração tal pensamento, não terás o mérito de obter a coroa da Torá jamais. Ao contrário, põe tua Torá em primeiro lugar, e tuas ocupações em segundo, e não digas: "Quando me desocupar, estudarei!" - pois pode ser que jamais te desocupes.

Está escrito na Torá: "...Ela não está no céu..." - Dt 30:12, 13 - [significando:] ela não se acha nos orgulhosos [cujo coração é elevado]. "...nem do outro lado do mar..." - nem naqueles que se acham viajando pelo mar [a negócios]. Portanto, disseram os Sábios: "Nem todo o que negocia exacerbadamente, se torna um sábio!" - e, ordenaram [ainda], dizendo: "Diminui tua ocupação, e ocupa-te da Torá!"

Disseram os Sábios: "Todo o que tira proveito das palavras da Torá, tira sua vida do mundo vindouro. E, disseram ainda: "Não farás dela uma coroa para auto-exaltar-se, nem uma ferramenta de trabalho para cavar (i.e. - para viver através dela)!" Ainda disseram: "Ama o trabalho, e odeia a honraria! E, todo [estudo de] Torá que não vem acompanhado de um trabalho, seu final é a anulação, sendo o fim deste homem [que assim estudara] tornar-se um assaltante para as pessoas em geral.,

Apesar de ser mandamento estudar dia e noite, ninguém adquire a maior parte de sua sabedoria, senão à noite. Portanto, aquele que anela alcançar o mérito de obter a coroa da Torá, deve cuidar de todas suas noites, sem perder uma sequer por sono ou por comida e bebida, e assim por diante, senão estja estudando Torá e coisas de sabedoria, como está escrito: "Levanta-te, canta à noite..." - Lm 2:19. Todo o que se ocupa da Torá durante o períiodo noturno, uma linha de bondade se estende sobre ele durante o dia, de acordo com o escrito: "A cada dia, ordenará Ad' sua benignidade, e durante a noite, sua canção (a Torá ) está comigo!" - Sl 42:9. Toda casa na qual não se ouvem palavras de Torá durante a noite, é comida pelo fogo.

O rav que ensinou, e os alunos não conseguriram entender, não deve enervar-se com eles, irando-se, senão voltar a explicar mesmo algumas vezes, até que entendam a profundidade da halakhá. Do mesmo modo, não diga o aluno: " - Entendi!" - sem entender. E, caso se enerve o rav sobre ele, irando-se, deve dizer-lhe: " - Rabí, isto é Torá, e eu necessito aprender; minha capacidade de assimilação é [demasiado] parca!"

Não pode o aluno envergonhar-se de seus colegas que aprenderam desde a primeira explicação, ou da segunda, compreendendo ele somente após algumas repetidas vezes, pois caso se envergonhe disto, acaba por estar entrando e saindo do Bet ha-midrach sem nada aprender. Por este motivo, disseram os Sábios da antiguidade: " - Nem o tímido estuda, nem o meticuloso ensina!"

Em que caso não pode o rav irar-se? - se não enteram os alunos devido à profundidade do assunto, ou por sua capacidade de assimilação, no caso de ser pouca; mas, se percebe o rav que por motivo de descuido das palavras da Torá, ou por serem ociosos em quanto ao estudo, deve irar-se e envergonhá-los por suas palavras, para discipliná-los [em sua capacidade]. Acerca disto disseram os Sábios: " - Lança a amargura nos alunos!"

Portanto, não pode o rav ser desreipeitoso em presença dos alunos, nem brincar perante eles, nem comer e beber em sua companhia, para que esteja seu temor sobre eles.

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