JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

Leia este discurso para compreender o significado da palavra hipocrisia!

Você pode também assisti-lo aqui: http://www.pjtv.com/?cmd=mpg&load=6066&mpid=457

 

No dia 20 de Dezembro de 2011, Salva Kiir, presidente do Sudão do Sul, embarcou em sua primeira viagem ao exterior como líder do nascente país. Seu destino? O Estado Judeu de Israel.

O Presidente Shimon Peres elogiou a visita como um "momento emocionante e histórico", dizendo que "Israel tem apoiado e continuará a apoiar [o Sudão do Sul] em todas as áreas, para reforçá-lo e desenvolve-lo. Nós sabemos que vocês corajosa e sabiamente lutaram contra todas as probabilidades para estabelecer o seu país e para nós, o nascimento do Sudão do Sul é um marco na história do Oriente Médio."

Em resposta, Kiir disse que estava emocionado por estar em Israel e "caminhar sobre o solo da Terra Prometida, e comigo está todo o povo do Sudão do Sul". Segundo Kiir, "Sem [Israel], nós não teríamos nos erguido."

Abaixo, o discurso proferido em Setembro de 2011 por Simon Deng, um ex-escravo Sudanês, na Conferência sobre Os Perigos da Intolerância Global, um contra evento para a Conferência anti-Israel Durban III da ONU. Suas palavras, em parte, explicam a profunda ligação que o Sudão do Sul sente por Israel --. Ed.

Simon Deng*:

"Eu quero agradecer aos organizadores desta conferência, Os Perigos da Intolerância Global. É uma grande honra para mim e é um privilégio estar entre os distintos palestrantes de hoje.

Eu vim aqui como amigo do Estado de Israel e do povo Judeu. Eu vim para protestar contra a conferência de Durban, que se baseia em um conjunto de mentiras. Ela é organizada por nações, elas mesmas, culpadas dos piores tipos de opressão. Ela não vai ajudar as vítimas do racismo. Ela apenas vai isolar e atingir o estado Judeu. Ela é um instrumento dos inimigos de Israel.

A própria ONU se tornou um instrumento contra Israel. Há mais de 50 anos, 82 por cento das reuniões de emergência da Assembléia Geral da ONU têm sido para condenar um Estado - Israel. Hitler não poderia ficar mais feliz. A Conferência de Durban é um ultraje. Toda pessoa decente sabe disso. Mas amigos, eu venho aqui hoje com uma idéia radical. Venho dizer-lhe que existem povos que sofrem do anti-Israelismo da ONU até mais do que os israelenses. Eu pertenço a um desses povos. Por favor, me escutem.

Ao exagerar o sofrimento Palestino, culpando os Judeus por isso, a ONU tem abafado os gritos daqueles que sofrem em uma escala muito maior. Por mais de 50 anos a população indígena negra do Sudão - Cristãos e Muçulmanos da mesma forma – têm sido vítimas do brutal, regime Árabe Muçulmano racista de Cartum.

No sul do Sudão, minha terra natal, cerca de quatro milhões de homens, mulheres e crianças inocentes foram massacrados entre 1955 e 2005. Sete milhões sofreram limpeza étnica e se tornaram o maior grupo de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. A ONU está preocupada com os assim chamados refugiados Palestinos. Criou uma agência em separado para eles e eles são tratados com um privilégio especial. Entretanto, meu povo, que sofreu uma limpeza étnica, que foi assassinado e escravizado, é relativamente ignorado.

A ONU se recusa a dizer ao mundo a verdade sobre as reais causas dos conflitos no Sudão. Quem sabe realmente o que está acontecendo em Darfur? Não é um "conflito tribal." É um conflito enraizado no colonialismo Árabe melhor conhecido no norte da África. Em Darfur, região do Sudão ocidental, todo mundo é Muçulmano. Todo mundo é Muçulmano, porque os Árabes invadiram o Norte da África e converteu os povos indígenas ao Islã. Aos olhos dos Islamitas de Cartum, no entanto, os Darfuris (pessoas de Darfur) não são Muçulmanos o bastante. Mas os Darfuris não querem ser Arabizados. Eles amam suas próprias línguas Africanas, suas vestimentas e seus costumes. A resposta Árabe é um genocídio! Mas ninguém na ONU fala a verdade sobre Darfur... Vocês ouvem a ONU condenando o racismo Árabe contra os negros?

O que você encontra nas páginas do New York Times, ou nos registros de condenações das Nações Unidas são os "crimes Israelenses" e o sofrimento Palestino. Meu povo foi retirado das primeiras páginas por causa dos exageros sobre o sofrimento Palestino. O que Israel faz é retratado como um pecado Ocidental. Mas a verdade é que o verdadeiro pecado acontece quando o Ocidente nos abandona: as vítimas da segregação racial Árabe/Islâmica.

A escravidão foi praticada por séculos no Sudão. Ela Foi revivida como um instrumento de guerra no início dos anos 90. Cartum declarou jihad contra o meu povo e legitimou a tomada de escravos como troféus de guerra. Milícias Árabes foram enviadas para destruir aldeias do sul e foram incentivados a tomar mulheres e crianças Africanas como escravas. Nós acreditamos que mais de 200.000 foram seqüestrados, trazido para o norte e vendidos como escravos.

Eu sou uma prova viva deste crime contra a humanidade... Eu tinha apenas nove anos quando um vizinho Árabe chamado Abdullahi me enganou pedindo para segui-lo até um barco. O barco acabou no Norte do Sudão, onde ele me deu como um presente para sua família. Por três anos e meio eu fui  escravo deles passando por algo que nenhuma criança jamais deveria passar: espancamentos brutais e humilhações; trabalhando direto; dormindo no chão com os animais; comendo as sobras da família. Durante esses três anos eu fiquei incapacitado de dizer a palavra "não..."

As Nações Unidas sabiam sobre a escravização dos Sudaneses do Sul pelos Árabes. Seus próprios funcionários relataram o fato. Isto colocou a UNICEF -- sob pressão do Grupo Americano anti-escravidão liderado por Judeus – levou dezesseis anos para reconhecerem o que estava acontecendo. Quero publicamente agradecer ao meu amigo Dr. Charles Jacobs por liderar a luta anti-escravidão.

Mas o governo Sudanês e a Liga Árabe pressionaram a UNICEF, e a UNICEF voltou atrás, e começou a criticar aqueles que trabalharam para libertar escravos Sudaneses. Em 1998, Dr. Gaspar Biro, o corajoso Relator Especial da ONU para os Direitos Humanos no Sudão, o qual informou sobre a escravidão, demitiu-se em protesto contra as ações da ONU. Meus amigos, hoje, dezenas de milhares de negros sul - Sudaneses continuam a servir a seus donos no Norte e as Nações Unidas fazem silêncio sobre isso. Falar seria uma ofensa à OIC [Organização de Cooperação Islâmica] e à Liga Árabe.

Como um ex-escravo e vítima do pior tipo de racismo, permitam-me explicar porque eu acho que chamar Israel um estado racista é absolutamente absurdo e imoral. Eu estive em Israel cinco vezes visitando os refugiados Sudaneses. Deixem-me lhes dizer como eles acabaram por lá. Estes são Sudaneses que fugiram do racismo Árabe, na esperança de encontrar abrigo no Egito. Eles estavam errados. Quando as forças de segurança Egípcias mataram vinte e seis refugiados negros no Cairo, quando protestavam contra o racismo Egípcio, os Sudaneses perceberam que o racismo Árabe é o mesmo em Cartum ou no Cairo. Eles precisavam de abrigo e o encontraram em Israel. Esquivando-se das balas das patrulhas de fronteira Egípcias e caminhando por grandes distâncias, a única esperança dos refugiados era alcançar Israel... Onde eles sabiam que estariam salvos. Muçulmanos negros de Darfur escolheram Israel acima de todos os outros estados Árabes e Muçulmanos da região... E os Árabes dizem que Israel é racista!

Em Israel, negros Sudaneses, Cristãos e Muçulmanos foram recebidos e tratados como seres humanos. Basta ir lá e perguntar a eles, como eu fiz. Eles me disseram que comparada com a situação no Egito, Israel é um "paraíso". Será Israel um estado racista? Para o meu povo, o povo que conhece o racismo - a resposta é absolutamente não. Israel é um estado de pessoas que compõem as cores do arco-íris. Os próprios Judeus existem de todas as cores, inclusive negros. Eu me encontrei com os Judeus Etíopes em Israel. Negros Judeus lindos.

Então, sim, eu vim aqui hoje para dizer-lhe que o povo que mais sofre com a política anti-Israel da ONU não são os Israelenses, mas sim todos os povos que a ONU ignora para poder contar sua grande mentira contra Israel. Nós, as vítimas do abuso Árabe/Muçulmano... somos as maiores vítimas do ódio da ONU por Israel. Olhem a situação dos Copts (Cristãos Egípcios),  no Egito, dos Cristãos no Iraque, na Nigéria e no Irã, além dos Hindus e Bahais que sofrem a opressão Islâmica. Os Sikhs... Nós somos ignorados, nós estamos abandonados. De forma que a grande mentira contra os Judeus possa seguir adiante.

Em 2005, eu visitei um dos campos de refugiados no sul do Sudão. Eu conheci uma garota de doze anos que me contou sobre seu sonho. Em seu sonho ela queria ir a escola para se tornar uma médica. E em seguida, ela queria visitar Israel. Eu fiquei chocado. Como poderia esta menina refugiada que passou a maior parte de sua vida no Norte saber sobre Israel? Quando eu perguntei por que ela queria visitar Israel, ela disse: "Este é o nosso povo." Eu nunca fui capaz de encontrar uma resposta para minha pergunta.

Em [Julho] 9 de 2011 o Sul do Sudão tornou-se um estado independente. Para os Sudaneses do Sul, isto significa a continuação da opressão, da brutalidade, da demonização, da Islamização da Arabização e da escravidão. De maneira similar, os Árabes continuam negando aos Judeus seu direito à soberania em sua terra natal e a conferência Durban III continua negando a legitimidade de Israel.

Como amigo de Israel, eu trago a notícia de que o meu Presidente, o Presidente da República do Sudão do Sul, Salva Kiir, afirmou publicamente que a embaixada do Sudão do Sul em Israel será construída, não em Tel Aviv, mas em Jerusalém, a eterna capital do povo Judeu. Eu também quero assegurar-los que a minha jovem nação, e todo o seu povo, irá se opor a fóruns racistas, como o de Durban III. Vamos nos opor a ele simplesmente dizendo a verdade. A nossa verdade.

Meus amigos Judeus me ensinaram algo que eu quero dizer agora com vocês. AM ISRAEL CHAI! O povo de Israel vive! Obrigado.

*Ativista Sudanês dos Direitos Humanos

Fonte: http://itonsheli.blogspot.com/

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