JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

"A tradição halahica não terminou com o Talmud, comentários ou códigos de lei aos quais deu surgimento. Da necessidade de tratar novos assuntos e situações emergiu mais um corpo de lei judaica que também faz parte da Toráh Oral – a literatura dos Responsa. Como o nome diz, ela consiste de réplicas a questões específicas dirigidas a autoridades rabínicas, e que chegou a ser a maior fonte de precedente halahico. Dentro da literatura dos Responsa encontram-se também referências a assuntos de teologia, movimentos históricos e controversas religiosas. Os Responsa começaram depois da compilação do Talmud Babilônico, quando os sábios receberam pedidos escritos para explicações de passagens talmudicas escuras e para decisões sobre assuntos de significância prática. Rábis ortodoxos trabalham hoje numa tradição muito semelhante, tratam questões sobre uma larga faixa de assuntos contemporâneos, inclusive maternidade de aluguel, eutanásia no caso de alguém estar numa máquina de manter vivo, engenharia genética, transplantes e cirurgia transexual. Os Responsa chegaram a ser o caminho definitivo a conseguir decisões de Rábis, bem como o meio pelo que a tradição halahica continua encontrando expressão dentro da vida judaica contemporânea"

O blog do Iossi traz hoje uma super entrevista com a Ana(chana),interessante,informativa e polemica.

Alguns anos atrás em um fórum sobre judaísmo foi levantado o assunto da proibição da homossexualidade pela torah,foi quando apareceu a Ana e chegamos na época a ter pequenos atritos,que tiveram fim quando ela me informou ser transexual e não um travesti.

Fiquei de verificar o que diz a halachá sobre esses casos em que se faz mudança de sexo,até a data de hoje não li sobre o assunto,mas a entrevista não tem como objetivo falar sobre halachá.

O objetivo é mostrar uma realidade diferente.

Recentemente procurei a Ana para fazer a entrevista e pude perceber que ela é simpática,inteligente,culta e tem um bom conhecimento sobre judaísmo,torah e kabalah.

Confesso que as vezes fico um pouco confuso ao chamar e me referir no feminino,mas acho que se falar no masculino ficaria estranho.

Ela nasceu no Brasil,atualmente mora no exterior,mas pediu anonimato sobre o local que reside,assim como Ana(chana) é um nome fictício.

 

Vamos a entrevista :

 

Blog do Iossi – Conte um pouco de sua infancia e juventude, sua vida religiosa nessa época :

 

Ana : Cresci em uma comunidade sefaradi tradicional e tive uma infância como qualquer outra pessoa. Estudei em escola judaica, fiz machané, bar mitsva... Dessa época, guardo poucos amigos, aqueles que nunca me abandonaram ou me rejeitaram. Na adolescencia me afastei um pouco de tudo e de todos, pois eu não queria mentir pra mim mesma fingindo ser alguém que eu não era.

 

B.I – Teve muitos conflitos quando jovem entre sua religiosidade X homossexualidade ?

 

Ana  -   Nunca me senti como homossexual, já que Transexualismo não é Homossexualidade.

Eu sempre senti medo. Medo de estar cometendo averá, medo de que as pessoas descobrissem o meu “segredo”, medo de ser motivo de chacota... Isso me causou várias crises de depressão e visitas à psicólogos. Eu me tornei a vergonha da familia. Me sentia culpada e cheguei até a pensar várias vezes em suicídio. Eu nunca quis ser um estorvo na vida de ninguém.

As raras vezes que eu tinha coragem de conversar sobre esse assunto com minha mãe, ela apenas chorava, e cada lágrima que caía dos olhos dela pareciam tiros em mim. Ela pegava a Torah e ficava apontando aquele trecho de Vayikra, e isso me criava uma sensação de culpa e injustiça ao mesmo tempo.

A cada manhã eu meditava no texto da berachá “shelo assani ishá”. Por quê eu deveria recitar isso se meu coração dizia o contrário? Eu recitava isso em vão e isso sim era pecado.

 

 

B.I – Depois de um tempo resolveu mudar de sexo e fez uma cirurgia, a religião influenciou nesse assunto ?

 

Ana  -  A minha decisão final para fazer a Cirurgia de Readequação Sexual foi baseada na religião. O Judaísmo reconhece vários gêneros sexuais (pasmem!) e para cada gênero sexual existem halachot específicas. Arizal quando fala sobre “ibur” (Shaar Gilgulim), explica que pode acontecer de uma neshamá feminina vir em um corpo masculino (ou vice-versa), dando chance ao indivíduo de fazer um Tikun em vida (e receber bençãos por isso).

 

A Halachá define gêneros sexuais não por cromossomos ou por órgãos internos, e sim pela estética genital exterior (funcional ou não) e pela aparência do indivíduo, vide os exemplos de Tumtum, Andróginos, Hermafroditas, Saris e Ailanit que aparecem em vários trechos no Talmud, Mishná e Guemará. Quando uma pessoa se submete a uma Cirurgia de Readequação Sexual, seu sexo passa a ser oficialmente aceito como o que aparenta ser. Sarai, que assim como Abraham era “tumtum” (Yabamot 64a), só foi chamada de mulher/esposa de Abraham depois que Hashem mudou seu nome para Sarah.

 

O ponto principal nesse paradigma é a questão da castração, que é totalmente proibida pela Torah. A Cirurgia de Readequação Sexual em si não pode ser considerada como castração, já que o indivíduo para poder se submeter a esse tipo de cirurgia já deve estar previamente castrado; químicamente castrado, por causa da Terapia Hormonal necessária e exigida por lei em todos os países onde esse tipo de cirurgia é realizada. O mesmo tipo de castração química acontece em pacientes com cancêr de próstata. Em ambos os casos, o tratamento tem apenas uma finalidade: Salvar uma vida. E mesmo que a castração seja inevitável, não podemos esquecer que nos é permitido cometer uma averá se for para evitar futuras averot (Eruvin 32a).

 

Transexualismo não é uma opção ou perversão. É um distúrbio neuro-discordante que acontece ainda no útero da mãe, e deve ser visto como tal. Ninguém pode ser privado de sua fé e de praticar mitsvot por ser alguém que não escolheu ser. O Talmud (Yebamot 80a)  fala que um filho Saris não pode ser julgado como um “Ben sorer umore” já que ele (o filho) não pode evitar ser o que é. Confundir transexualismo com travestismo e homossexualidade é o mesmo que confundir  “bife à milanesa” com “bife ali na mesa”.

 

„Kol Israel yesh lahem chelek leolam haba“. KOL Israel! Sim, KOL Israel, inclusive as transexuais judias.

 

 

B.I – Como é sua vida religiosa hoje ? Freqüenta sinagoga ? Cumpre mitsvot  de homens ou mulheres  ?

 

Ana  - Frequento uma sinagoga ortodoxa (shabat, chagim e às vezes durante a semana), cumpro as mitsvot referente à mulheres e algumas outras como ler a meguilá (em casa), tocar shofar, estudar Torah e dirigir um seder. Tefilin e tsitsit eu não uso, porquê não “preciso” mais usar.

 

B.I – Você seria o décimo em um miniam ou continuaria havendo 9 homens ? Estou perguntando o que faria e não necessariamente o que de fato está na halachá.

 

Ana  - Não, não conto como minian. Isso seria bilbul.

 

B.I – Já sentiu muito preconceito ? Já foi impedida ou questionada de fazer algo em algum ambiente religioso devido a transsexualidade  ?

 

Ana -   Sim! O preconceito (das outras pessoas) sempre me acompanhou. Ao saberem da minha sexualidade, as pessoas me veem como uma pervertida, um monstro ou um demônio. Já fui proibida de entrar em sinagogas e até de rezar mesmo do lado de fora. Membros da minha familia já foram humilhados e já fui várias vezes alvo de Lashon Hará. Já trocaram de lugar pra não sentarem ao meu lado, como se eu tivesse uma doença contagiosa. Já se negaram a fazer kapará pra mim. Os exemplos são tantos que até me dói de lembrar.

 

B.I – Você faz mikve, taharat hamishpachá ? Seu marido é judeu ? Pretende adotar filhos mesmo sabendo que não serão judeus ?

 

Ana -  Sim, faço tevilá e taharat hamishpachá (meio período, apenas por questão de tsniut). Meu esposo não é judeu e nunca tivemos algum problema por questões religiosas. Comemos apenas kasher aqui em casa e ele aprendeu como se comportar em shabat e yamim tovim.

Sobre adoção de filhos... Não sou a primeira judia estéril no planeta. Se um dia eu adotar uma criança, é notório que ela vai crescer num ambiente judaico.

 

B.I – Fale um pouco de Torah, já que demonstra ter um bom conhecimento :

 

Ana – Quem me dera um dia ser uma boa conhecedora da Torah... Como dona-de-casa e sem filhos, tenho a possibilidade de dedicar boa parte do meu tempo lendo e estudando. E quanto mais leio e estudo, mais eu percebo que preciso ler e estudar mais. Rezo todos os dias pedindo a D-us que me dê uma vida longa, pra que eu tenha mais tempo para poder aprender Torah.

 

 

B.I- Para finalizar, a palavra é sua, deixe sua mensagem aos leitores do blog :

 

Ana – Vendo um fusca 79, em bom estado...

 

 



Escrito por Eiran Kreimer às 11h17
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06/07/2009

CARTA AO URI

                              

Cidade ainda maravilhosa,14 tamuz  5769

 

Caro Uri,

 

Estava pensando em lhe mandar um email contando as novidades,mas achei melhor lhe enviar uma carta aberta através do blog do Iossi.

Não conhece o Iossi ??? Ele mora aí em Yerushalaim,é um jovem e talentoso rabino,você precisa conhecer e trocar idéias com ele,garanto como vai gostar.

Mas o principal motivo que lhe escrevo é para contar o seguinte relato que ouvi esse shabat;estava caminhando sexta de noite conversando com um grupo de pessoas,entre elas a esposa do shaliach chabad de uma cidade universitária nos Estados Unidos.

Ela explicou que sua sinagoga tem em media 40 jovens estudantes e que em outro local funciona um templo reformista,onde vão os mais velhos da pequena cidade,em ambos os locais é difícil arrumar miniam,somente em cabalat shabat e festividades conseguem mais publico.

Então ela me disse que era muito amiga da “rabina” reformista,que se davam muito bem ; questionei sobre as diferenças de linhas,se gerava algum tipo de desavença,debate e/ou discussão,ela respondeu que de forma alguma,porque simplesmente elas falavam sobre tudo,menos religião !!

Então,vem a melhor parte : Cerca de 8 anos atrás ambas tiveram filhos com um espaço de tempo de cerca de 2 meses,ambos com o nome Yossef.

A rabanit explicou a sua amiga “rabina” sobre o que era opshernish,que diga-se de passagem ela nunca tinha ouvido falar sobre o que se tratava e como são amigas,combinaram de fazer a cerimônia de corte de cabelo juntas.

Chegou Lag Baomer,os dois meninos fizeram 3 anos e a cerimônia foi feita no chabad house,com muitos convidados,incluindo lideres reformistas de outras cidades que vieram acompanhar a tão falada cerimonia e com direito a pasmen,mulheres usando kipot !!

Tudo na mais perfeita harmonia e cordialidade,uma bela festa !!

Nos anos seguintes varios frequentadores do templo reformista passaram a fazer a cerimônia de opshernish,cortando o cabelo dos meninos somente aos 3 anos de idade,por terem gostado da festa do filho da “rabina” e por influencia dos shluchim chabad.

Ouvindo essa historia sorri e lembrei de um certo Uri,que está em Jerusalém estudando em um seminário reformista.

Não preciso lhe dizer Uri,pois já é do seu conhecimento que sou totalmente contra o reformismo,assim como não preciso repetir tudo aquilo que fazem de errado,contra as leis da torah,prefiro seguir o exemplo dessa pequena cidade universitária que fica no estado de Indiana.

Melhor falarmos sobre futebol,política e afins.

Melhor ainda falarmos sobre paz e harmonia,ao invés de ficarmos discutindo e eu te irritando ao escrever a palavra “rabina” sempre usando aspas ou falando que as conversões liberais são invalidas.

Como você bem disse Uri,eventos conjuntos em prol de uma comunidade forte e unida.

 

Mas como nem tudo é perfeito,a bela historia não teve um final muito feliz.

A rabina(sem aspas para não incomodar o Uri) se mudou para a Califórnia,mas antes fez uma festa de despedida em seu templo,onde foi feito o corte de cabelo de seus gêmeos,aos 2(dois) anos de idade !!

Ao ser indagada sobre o motivo literalmente falando da reforma,ela respondeu que não queria fazer a cerimônia longe dos freqüentadores do seu templo.

Será que agora vão continuar fazendo opshernish ? Ou melhor,fazer com a criança tendo 2 ou 3 anos ???

 

Não tenho bola de cristal e não posso prever o futuro,se isso fosse possível iria jogar na mega-sena,mas acho que só mashiach resolve !! Breve,em nossos dias.

E por falar em futuro,mesmo sem bola de cristal,arrisco fazer uma previsão: aqui na cidade ainda maravilhosa,daqui alguns anos virá um rabino sem aspas reformista,paulista e corintiano,atualmente estudando em Jerusalém.

Será muito bem vindo.

Vou me despedindo antes que essa carta vire um livro,apenas acrescentando que uma leitura de 2 topicos anteriores do Iossi ilustram bem, mesmo que indiretamente, o assunto abordado aqui.

Alguém mais pode me explicar sobre isso?

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Respostas a este tópico

Barbara bom dia

Gostei muito de sua entrevista com a Ana sobre o assunto sobre condições extremas de não conformidade de gênero e no caso condição extrema de disforia de gênero devido a uma NEURODISCORDANCIA DE GÊNERO havida durante a gestação.

Obrigada por essa entrevista e agradeço a Ana pela sobriedade e a coragem de expor a si própria em assunto tão espinhoso e nem zempre conhecido e bem compreendido.

Sou uma pesquisadora e estudiosa desse assunto e fui com Dra.Dorina Epps Quaglia e Dr.Jalma Jurado a responsável por sugerir ao Conselho Federal de Medicina por volta do ano de 1998 o termo NEURODISCORDANCIA DE GÊNERO para as situações extremas limitrs de disforias de gênero popularmente conhecida como transexualidade.

Gostaria de se possivel falar com você por email sobre o assunto porque acho ser relevante e importante no momento esclarecer o mais que pudermos sobre o assunto que é pouco conhecido pouco compreendido e controverso na comunidade judaica e de uma maneira geral.

Muito obrigada

Dra.Torres
Estudei esse assunto em profundidade. Fiz um mestrado sobre ele. Publiquei artigos. Defendi idéias e pontos de vista cientificos pelo Brasil no final dos anos 90 depois em Paris em 2001 e em Chicago em 2007 sobre esse assunto.

Aprendi muito com muitas e muitos. Agradeço de coração a tod@s.

Acima de tudo aprendi de HaShem, bendito seja;

e com Dr Gunther Dorner, Ph.D., então chefe do depto. de Endocrinologia da Universidade Humboldt de Berlim (então Berlim Oriental) e com o Rebe, Rabbi Menachem Mendel Shneerson de saudosa memória.

Aprendi muito com minhas e meus pacientes. Com o sofrimento e a angustia de suas vidas. Quando na anamnese pesquisavam e respondiam sobre suas mães durante suas gestações e as gestações de seus irmãos. Seus pais suas famílias. Apareciam e relatavam os conflitos a desunião muitas vezes a violência. Tantos dramas, tanta dor e tanto sofrimento.

E depois de estudar e pensar, até montar um quebra cabeças de resultados de pesquisas e de longos anos de debates de idéias, de resultados de pesquisas cientificas de muitos e de prática com avaliação de pessoas das mais diferentes origens e de todos os continentes, classes sociais, culturas e circunstâncias, pude concluir da forma mais resumida o que procuro sintetizar num parágrafo:

Nunca encontrei, não tenho notícia, de nenhum caso, de existir uma criança que tenha evidenciado em sua infância ou juventude sofrer de uma disforia de gênero extrema (vulgarmente conhecida como transexualidade), ter sido gerada fruto de uma gestação feliz, tranquila, de um lar feliz e equilibrado, tranquilo e harmonioso. Mães realmente felizes e em paz com seus esposos, familias e no meio em que vivem, não geram crianças com condições extremas de incongruências de gênero (transexuais). Mães felizes com suas histórias de vida desde meninas e de jovens educadas e felizes. De namoros e casamentos com muito afeto, ternura e amor que não viveram situações de estresse forte e continuado, não geram crianças com esses problemas.

O Rebe disse certa vez. Contou uma história:

O ser humano é como uma árvore. Se vocês fizerem um arranhão num galho de uma árvore crescida, marcarão apenas esse galho. Mas se fizerem um minúsculo arranhão numa semente, ele influenciará o crescimento da árvore inteira.

A gestação estressada, a mãe angustiada pelo desamor, pela angústia continuada da incerteza, dos maus tratos, das carências de todos os tipos. As situações de estresse prolongado, de receio, de medo e de angústia, de desesperança, de desespero, fazem marcas na semente. A responsabilidade pode não ser dela mas do companheiro, das familias, do meio. Das circunstâncias seja o que seja. Marca a semente.

Essa semente marcada vai se desenvolver e nascer. E então tentará esconder suas marcas.

Todo brotinho precisa de atenção, cuidado e carinho. Além do mais, um brotinho, depois uma árvore assim marcada por toda vida desde quando era uma semente, precisa de compreensão de cuidado de respeito e afeto.

Lendo um texto tão lindo do Rebe me senti compelida a compartilhar, externar e ALERTAR PARA OS RISCOS de marcarmos sementes tão preciosas.

E também alertar e mostrar que SEMENTES MARCADAS precisam de RESPEITO CARINHO E ATENÇÃO redobrados, quando se fizerem brotos e árvores.

Arvores e brotos assim marcados logo se sentem marginalizad@s. Vivem sempre, se sentem condenad@s a viver zempre no limite. Na parte limite, na parte marginal da sociedade. Do grupo a que pertencem se sentem sempre no limite, na margem como perpetuas estrangeiras em terra estranha.

Não precisam de nossos juízos superficiais quando não são culpadas de terem sido marcadas quando ainda sementes como foram marcadas.

HaShem, bendito seja, sabe das marcas e das circunstâncias de cada semente. Ele não exige mais de cada semente além do que ela possa dar.

Nós julgamos as árvores formadas pela aparência. Pelo que imaginamos deveria ter sido cada semente. Não conhecemos as marcas. Podemos nos equivocar.
Obrigada pela oportunidade de poder compartilhar esse momento.

Dou graças a HaShem , bendito seja, por esta oportunidade.

Shabat Shalom
18 Shevat 5778
03 fevereiro 2018

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