JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

Este artigo irá explicar qual é a virtude de Israel e o por quê de sermos o povo escolhido.

Será que recebemos a Torá e então nos tornamos o povo escolhido ou, justamente por ser o povo escolhido, recebimos a Torá?

A resposta a esta pergunta está nas bênçãos matutinas “…Quem nos escolheu dentre todos os povos e nos deu Sua Torá…”, ou seja, primeiro nos escolheu e, em seguida, nos deu a Torá.

O Ramban (Nachmânides) explica o verso da parashá Lech Lechá “e disse D’s para Abraham, Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.
E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra“. Que bênçãos tão incríveis!

A Torá não nos conta nada sobre Abraham antes disso, apenas que seu pai era Terach, e isso não é uma grande honra. Isto tudo, ao contrário de Noach, aonde D’s atesta que era justo e honesto e não tinha uma falha.

O Maharal de Praga explica que existem dois tipos de amor: um amor que depende de algo e outro que não depende de nada. E a diferença entre os dois amores é que o amor que depende de algo quando este algo termina, o amor se desintegra. Mas o amor que não depende de nada, mesmo que o algo já não existe mais, o amor nunca termina.

Por exemplo, um professor pode gostar mais de um aluno, que de maneira excepcional se sobressai mais e mais, desafiando o próprio professor a aprender mais. Mas o professor ama seu filho, independnete de seu rendimento na escola, somente porque ele é seu filho, e isto nunca irá mudar.

E esta é a diferença entre Noach e Abraham. Noach encontrou simpatia aos olhos divinos, por suas boas ações, por ser uma pessoa justa. No entanto, diz o Maharal, a Torá não descreve as qualidades de Abraham, para que não pensemos que o amor de D’s por Abraham seja dependente de algo.

Ou seja, o povo de Israel não foi escolhido por suas boas ações e, portanto, isto nunca poderá ser alterado, não importa o que aconteça. Como diz o profeta, “Apesar disso, quando estiverem na terra do inimigo, não os desprezarei, nem os rejeitarei, para destruí-los totalmente, quebrando a minha aliança com eles, pois eu sou o Senhor, o D’s deles.”

Por que a Torá nos chama constantemente de filhos? Explica o Maharal, que um homem pode se separar de sua esposa, de seu sócio, de seu amigo, mas nunca de seu filho. E o mesmo com relação ao filho, está escrito no profeta Ezequiel: “Vocês dizem seremos como todas as nações? Isso nunca acontecerá”.

Como nossos sábios dizem, Israel sempre será Israel, ​​não há nada no mundo que possa quebrar o vínculo entre D’s e o Povo de Israel.

Existem quatro níveis na criação: mineral, natural, animal e humano. O Rabino Yehudah Halevi acrescenta um quinto nível: Israel. O Rabino de Brisk pergunta “o que é Israel?”, se por acaso se trata de um povo como todos os outros, que simplesmente cumpre com a Torá, ou trata-se, na verdade, de uma criação completamente diferente. O Rabino Yehudah Halevi argumenta que não somente o povo de Israel é uma criação diferente, como, estão mais próximos dos anjos do que da humanidade.

O Maharal afirma que aos nossos olhos, é difícil ver esta diferença – entre Israel e o resto do povo, pois fisicamente não se vê nenhuma diferença. Contudo, recebemos a Torá, onde D’s nos assegura que somos seus filhos, e, portanto, outra criação. Ao mesmo tempo, no entanto, é proibido esquecer que “é muito querido o homem que foi criado à imagem e semelhança (de D’s)” referindo-se a esse amor que D’s possui para todas as criaturas da humanidade.

O que é a fé? É a perspectiva através do qual vemos o mundo? Há cinco sentidos (tato, paladar, visão, olfato, audição), e o povo judeu tem um sexto sentido que é a fé. O Rabino Yehudah Halevi, ao contrário do Rambam (Maimônides) argumenta que os judeus não devem estudar filosofia, pois têm um senso natural, a fé. Os cinco sentidos se desenvolvem sozinho, mas a fé exige que nós a desenvolvamos, através do estudo de Torá e do cumprimento das mitsvot.

Quando um judeu estuda Torá, ele se assemelha a alguém regando as sementes semeadas mas que ainda estão dentro da terra. D’s diz que a Torá é como a chuva, e, assim, cumprindo suas mitzvot nos santificaremos e revelaremos nossa fé, santidade, que está no coração de cada judeu.

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