Estudo de Marcos 8,31-33 sem referência aos livros proféticos

Marcos 8,31-33: E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos-sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias. E falava-les abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo. Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.”

 A análise desta passagem do Evangelho de Marcos já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 e no Estudo de Mateus 20,24-28 . Porém, cabe aqui acrescentar que a repreensão de Pedro foi ignorada pelo próprio Iehoshua, o qual respondeu com outra repreensão dizendo a Pedro que os pensamentos dele não são de origem divina, mas dos homens. Diante destas informações, surge uma pergunta: Em que passagem dos livros proféticos está expresso o pensamento do Eterno de que enviaria o Mashiach para ser morto e que ele ressuscitaria três dias após a sua morte? Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

 

Estudo de Marcos 9,30-32 sem referência aos livros proféticos

Marcos 9,30-32 Tendo partido dali, atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. E ensinava os seus discípulos: “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e mata-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte.” Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar.

A análise desta passagem do Evangelho de Marcos já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 e no Estudo de Marcos 8,31-33 . Porém, cabe aqui acrescentar mais uma vez o completo desconhecimento dos discípulos para este fato, pois os judeus não estavam esperando um Mashiach que viria para morrer. A expressão Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar demonstra claramente que o anúncio de sua morte não estava de acordo com as profecias do Tanach. Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

Estudo de Marcos 10,32-34 sem referência aos livros proféticos

Marcos 10,32-34: Estavam a caminho de Jerusalém e Jesus ia adiante deles. Estavam perturbados e o seguiam com medo. E tomando novamente a si os Doze, começou a predizer-lhes as coisas que lhe haviam de acontecer: “Eis que subimos a Jerusalém e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas; condená-lo-ão à morte e entregá-lo-ão aos gentios. Escarnecerão dele, cuspirão nele, açoitá-lo-ão e hão de matá-lo; mas ao terceiro dia ele ressurgirá.”

A análise desta passagem do Evangelho de Marcos já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 e no Estudo de Marcos 9,30-32 . Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

Estudo de Marcos 12,10-12 com referência ao Salmo Hb 118,22-23

Marcos 12,10-12: “Nunca lestes estas palavras da Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular. Isto é obra do Senhor, e ela é admirável aos nossos olhos” (Sal 117,22s)? Procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque tinham entendido que a respeito deles dissera esta parábola. E deixando-o, retiraram-se.

Salmo Hb 118,22-23: A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor; é um prodígio aos nossos olhos.

A análise desta passagem do Evangelho de Marcos já foi realizada no Estudo de Mateus 21,42-46 . Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

Estudo de Marcos 14,17-25 sem referência aos livros proféticos

Marcos 14,17-25: Chegando a tarde, dirigiu-se ele para lá com os Doze. Enquanto estavam sentados à mesa e comiam, Jesus disse: “Em verdade vos digo: um de vós que come comigo me há de entregar.” Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe, um após outro: “Porventura sou eu?” Respondeu-lhes ele: “É um dos Doze, que serve comigo do mesmo prato. O Filho do homem vai, segundo o que dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem for traído! Melhor lhe seria que nunca tivesse nascido...”

Mais uma vez, em passagem alguma dos livros proféticos está determinado ou escrito que o Mashiach seria traído. Por outro lado, a compreensão desta passagem do Evangelho de Mateus também pode ser alcançada com o Estudo de Mateus 16,21-23 . Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

Estudo de Marcos 14,26-31 com referência a Zecharyah 13,7

Marcos 14,26-31: Terminando o canto dos Salmos, saíram para o monte das Oliveiras. E Jesus disse-lhes: “Vós todos vos escandalizareis, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas (Zac 13,7). Mas depois que eu ressurgir, eu vos precederei na Galiléia.” Entretanto, Pedro lhe respondeu: “Ainda que todos se escandalizem de ti, eu, porém, nunca!” Jesus disse-lhe: “Em verdade te digo: hoje, nesta mesma noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me terás negado.” Mas Pedro repetia com maior ardor: “Ainda que seja preciso morrer contigo, não te renegarei.” E todos disseram o mesmo.

Zacarias 13,7: Espada, levanta-te contra o meu pastor, (contra o meu companheiro – oráculo do Senhor dos exércitos). Fere o pastor, que as ovelhas sejam dispersas: Voltarei a minha mão até mesmo contra os pequenos.

A análise desta passagem do Evangelho de Marcos já foi realizada no Estudo de Mateus 26,30-35 . Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

Estudo de Marcos 14,47-50 sem referência aos livros proféticos

Marcos 14,47-50: Um dos circunstantes tirou da espada, feriu o servo do sumo-sacerdote e decepou-lhe a orelha. Mas Jesus tomou a palavra e disse-lhes: “Como a um bandido, saístes com espadas e cacetes para prender-me! Entretanto, todos os dias estava convosco, ensinando no templo, e não me prendestes. Mas isso acontece para que se cumpram as Escrituras.” Então todos o abandonaram e fugiram.

Esta passagem é idêntica a de Mateus 26,55-56 e, da mesma forma que esta, não é informada qual profecia se refere esta passagem. Nada pode ser encontrado nesta passagem de Marcos 14,47-50 que possa se enquadrar nela. Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.

Estudo de Marcos 15,24-28 com referência a Yeshayáhu 53,12(Isaias)

Marcos 15,24-28: Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando à sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um. Era a hora terceira quando o crucificaram. A inscrição que motivava a sua condenação dizia: “O rei dos judeus”. Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda. [Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).]

Isaías 53,12: Eis porque lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos; porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

Como explicamos anteriormente no Estudo de Mateus 8,14-17 , a análise da passagem de Isaías 53,4 somente pode ser realizada através do estudo de Isaías 52,13–53,12. Note que nesta análise também está incluída a passagem de Isaías 53,12, como citada em Marcos 15,28. Mais uma vez, afirmamos que apresentar o servo sofrendo pelos pecados da humanidade como sendo uma referência ao Mashiach, como ensinaram os primeiros cristãos, que acreditavam ser Iehoshua o referido Mashiach (Atos dos Apóstolos 8,35-37) é distorcer as Escrituras. Em seu processo contínuo de distorcer as Escrituras, os apologistas cristãos ensinam que só a partir do século XII é que surgiu a opinião de que a palavra meu servo em Isaías 52,13 se refere à nação de Israel, e que esta passou a ser interpretação dominante no Judaísmo. Assim, torna-se evidente mais outra fraude no Evangelho de Marcos.


 Parte IV - Estudo do Evangelho de Lucas

Estudo de Lucas 3,1-6 com referência a Yeshayáhu 40,3(Isaias)

Lucas 3,1-6: No ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina, sendo sumos-sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias. Ele percorria toda a região do Jordão, pregando o batismo do arrependimento para remissão dos pecados, como está escrito nos livros do profeta Isaías (40,3ss): Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Todo vale será aterrado, e todo monte e outeiro serão arrasados; tornar-se-á direito o que estiver torto, e os caminhos escabrosos serão aplainados. Todo homem verá a salvação de Deus.

Isaías 40,3: Uma voz exclama: “Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus.”

A análise desta passagem é idêntica a que foi realizada no Estudo de Mateus 3,1-3 , no Estudo de Mateus 11,7-10 e no Estudo de marcos 1,1-4 . Assim, torna-se evidente a primeira fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 4,16-21 com referência a Yeshayáhu 61,1-2

Lucas 4,16-21: Dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito (61,1ss): “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor. E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir.”

Isaías 61,1-3: O Espírito do Senhor repousa sobre mim, porque o Senhor consagrou-me pela unção; enviou-me a levar a boa nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, e aos prisioneiros a liberdade; proclamar um ano de graças da parte do Senhor, e um dia de vingança de nosso Deus; consolar todos os aflitos, dar-lhes um diadema em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de vestidos de luto, cânticos de glória em lugar de desespero. Então os chamarão as azinheiras da justiça, plantadas pelo Senhor para sua glória.

Consultando os Evangelhos, identificamos que a passagem de Lucas 4,14-30 está presente apenas em Mateus 13,53-58 e Marcos 6,1-6, mas nenhuma delas faz referência a Isaías 61,1s, como consta em Lucas 4,17. Somente Lucas é quem cita tal passagem, o que nos deixa intrigados. Não há garantias de que o fato foi real ou não. Para explicar esta passagem de Isaías convém estudar os capítulos 60 e 62 de Isaías. Em particular, no capítulo 61 o Profeta Isaías anuncia aos israelitas que recebeu do Eterno a missão de enviar mensagens de consolação ao povo (Isaías 61,1-3). Após isto, os israelitas deverão reconstruir as ruínas antigas, reerguer as relíquias do passado, restaurar as cidades destruídas e reparar as devastações seculares (Isaías 61, 4). Isaías anuncia também que os estrangeiros assegurarão as necessidades materiais dos israelitas, transformando-os em um povo de sacerdotes e cumulados de glória (Isaías 61,5-7) e que o Eterno, Bendito Seja, deseja concluir com os israelitas uma aliança eterna (Isaías 61,8-9). Os versículos de 10 a 11 são uma ação de graças realizada pelo profeta que fala em nome do Altíssimo. Estes versículos são uma continuação das passagens de Isaías 42,1; 42,7; 49,4-9 e 50,4-11, onde quem fala é o servo, exatamente como em Isaías 61,1-11. Desta forma, concluímos que Isaías 61,1-11, assim como as outras passagens mencionadas, se aplicam ao próprio Isaías e não a Iehoshua de Nazaré. Mas, vamos supor que Iehoshua tenha realmente lido a passagem de Isaías 61,1-3. O que ocorre é que, segundo Lucas 4,16-21, ele aplicou à sua missão uma origem divina, afirmando que estaria agindo também pelo Espírito Santo, o qual estava sobre ele, exatamente como consta em Isaías 61,1, para que o povo acreditasse que ele era um enviado do Altíssimo. Conforme mencionamos no Estudo de Mateus 3,1-3 , os capítulos de 40 a 66 do livro de Isaías fazem referência a uma época em que os israelitas foram deportados ou que já estavam reintegrados em Israel, após dominação sob os assírios. Durante sua missão, Isaías se insurgiu contra a idolatria, ameaçou ricos e poderosos e elevou a sua voz contra os hipócritas e a todos aqueles que se comportavam de forma frívola. Ele chamou o povo ao arrependimento e às práticas dos preceitos judaicos. É aí então que ele convoca todos os israelitas a abrir um caminho para o Senhor, como consta em Isaías 40,3 e a anuncia a boa nova aos humildes, como consta em Isaías 61,1. Assim, ou o autor de Lucas transferiu a missão concretizada por Isaías para Iehoshua de Nazaré ou Iehoshua de Nazaré tentou se passar pelo Profeta Isaías. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 7,24-27 com referência a Malachim 3,1

Lucas 7,24-27: Depois que se retiraram os mensageiros de João, ele começou a falar de João ao povo: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas finas? Mas os que vestem roupas preciosas e vivem no luxo estão nos palácios dos reis. Mas, enfim, que fostes ver? Um profeta? Sim, digo-vos, e mais do que profeta. Este é aquele de quem está escrito: Eis que envio o meu mensageiro ante a tua face; ele preparará o teu caminho diante de ti

(Ml 3,1).”

Malaquias 3,1: “Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos.”

 A análise desta passagem é idêntica a que foi realizada no Estudo de Mateus 11,7-10 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 9,22 sem referência aos livros proféticos

Lucas 9,22: Ele acrescentou: “É necessário que o Filho do homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia.”

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 e no Estudo de Marcos 10,32-34 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 9,43-45 sem referência aos livros proféticos

Lucas 9,43-45: Todos ficaram pasmados ante a grandeza de Deus. Como todos se admirassem de tudo o que Jesus fazia, disse ele a seus discípulos: “Gravai nos vossos corações estas palavras: O Filho do homem há de ser entregue às mãos dos homens!” Eles, porém, não entendiam esta palavra e era-lhes obscura, de modo que não alcançaram o seu sentido; e tinham medo de lhe perguntar a este respeito.

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 e no Estudo de Lucas 9,22 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 18,31-34 sem referência aos livros proféticos

Lucas 18,31-34: Em seguida, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes: “Eis que subimos a Jerusalém. Tudo o que foi escrito pelos profetas a respeito do Filho do Homem será cumprido. Ele será entregue aos pagãos. Hão de escarnecer dele, ultrajá-lo, desprezá-lo; batê-lo-ão com varas e o farão morrer; e ao terceiro dia ressurgirá.” Mas eles nada disto compreendiam, e estas palavras eram-lhes um enigma cujo sentido não podiam entender.

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 e no Estudo de Lucas 9,43-45 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 20,16-19 com referência ao Salmo Hb 118,22-23

Lucas 20,16-19: A estas palavras, disseram: “Que Deus não o permita!” Mas Jesus, fixando o olhar neles, disse-lhes: “Que quer dizer então o que está escrito: A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular (Sal 117,22)? Todo o que cair sobre esta pedra ficará despedaçado; e sobre quem ela cair, este será esmagado!” Naquela mesma hora os príncipes dos sacerdotes e os escribas procuraram prendê-lo, mas temeram o povo. Tinham compreendido que se referia a eles ao propor essa parábola.

Salmo Hb 118,22-23: A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor; é um prodígio aos nossos olhos.

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 21,42-46 e no Estudo de Marcos 12,10-12 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas

Estudo de Lucas 22,21-23 sem referência aos livros proféticos

Lucas 22,21-23: “Entretanto, eis que a mão de quem me trai está à mesa comigo. O Filho do homem vai, segundo o que está determinado, mas ai daquele homem por quem ele é traído” Perguntavam então os discípulos entre si quem deles seria o que tal haveria de fazer.

Mais uma vez, em passagem alguma dos livros proféticos está determinado ou escrito que o Mashiach seria traído. Por outro lado, a compreensão desta passagem do Evangelho de Mateus também pode ser alcançada com o Estudo de Mateus 16,21-23 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 22,36-37 com referência a Yeshayáhu 53,12

Lucas 22,36-37: “Mas agora, disse-lhes ele, aquele que tem uma bolsa, tome-a; aquele que tem uma mochila, tome-a igualmente; e aquele que não tiver uma espada, venda sua capa para comprar uma. Pois vos digo: é necessário que se cumpra em mim ainda este oráculo: E foi contado entre os malfeitores (Is 53,12). Com efeito, aquilo que me diz respeito está próximo de se cumprir.”

Isaías 53,12: Eis por que lhe darei parte com os grandes, e ele dividirá a presa com os poderosos: porque ele próprio deu sua vida, e deixou-se colocar entre os criminosos, tomando sobre si os pecados de muitos homens, e intercedendo pelos culpados.

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas pode ser realizada com o Estudo de Mateus 8,14-17 e com o Estudo de Marcos 15,24-28 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 24,5-8 sem referência aos livros proféticos

Lucas 24,5-8: Como estivessem amedrontadas e voltassem o rosto para o chão, disseram-lhes eles: “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como ele vos disse, quando ainda estava na Galiléia: O Filho do homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores e crucificado, mas ressuscitará ao terceiro dia.” Então elas se lembraram das palavras de Jesus.

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 , no Estudo de Lucas 9,43-45 e no Estudo de Lucas 18,31-34 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 24,25-27 sem referência aos livros proféticos

Lucas 24,25-27: Jesus lhes disse: “Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas! Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?” E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 , no Estudo de Lucas 9,43-45 , no Estudo de Lucas 18,31-34 e no Estudo de Lucas 24,5-8 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

Estudo de Lucas 24,44-49 sem referência aos livros proféticos

Lucas 24,44-49: Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.” Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo: “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia. E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de tudo isso. Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto.”

A análise desta passagem do Evangelho de Lucas já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 , no Estudo de Lucas 9,43-45 , no Estudo de Lucas 18,31-34 , no Estudo de Lucas 24,5-8 e no Estudo de Lucas 24,25-27 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de Lucas.

 

 Parte V - Estudo do Evangelho de João

Estudo de João 1,22-23 com referência a Yeshayáhu 40,3 Isaias)

João 1,22-23: Perguntaram-lhe de novo: “Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” Ele respondeu: “Eu sou a voz que clama no deserto, como o disse o profeta Isaías” (40,3)

Isaías 40,3: Uma voz exclama: “Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus.”

A análise desta passagem do Evangelho de João é idêntica a que foi realizada no Estudo de Mateus 3,1-3 , no Estudo de Mateus 11,7-10 , no Estudo de marcos 1,1-4 e no Estudo de Lucas 3,1-6 . Assim, torna-se evidente a primeira fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 2,22 sem referência aos livros proféticos

João 2,22: Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus.

A análise desta passagem do Evangelho de João já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 , no Estudo de Lucas 9,43-45 , no Estudo de Lucas 18,31-34 , no Estudo de Lucas 24,5-8 , no Estudo de Lucas 24,25-27 e no Estudo de Lucas 24,44-49 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 3,13-15 sem referência aos livros proféticos

João 3,13-15: “Ninguém subiu ao céu senão aquele que desceu do céu, o Filho do homem que está no céu. Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do homem, para que todo homem que nele crer tenha a vida eterna.”

A análise desta passagem do Evangelho de João é realizada com o estudo da passagem de Números 19,1-22,1. O Eterno ordenou o preceito de que os filhos de Israel deviam trazer uma vaca vermelha (Pará Adumá) sem defeito algum para ser apresentada ao sacerdote (Cohen) Eleazar para ser sacrificada. O sacrifício desta vaca era destinado a purificação de todo aquele que tivesse contato com um cadáver. Todo o ritual finalizava no sétimo dia. Neste dia, todo aquele que estivesse impuro deveria lavar as suas roupas e banhar-se em um mikvé, após o qual ficava purificado. Continuemos o nosso estudo. Logo depois, os israelitas chegaram ao deserto de Tzin, acampando em Kadesh. Neste lugar morreu Miriam, irmã de Moshê e aí foi sepultada. Com a sua morte deixou de manar a água do poço que tinha abastecido milagrosamente os israelitas durante a sua travessia pelo deserto. Novamente começaram a protestar contra Moshê pela falta de água. O Eterno ordenou a Moshê e a Aharón que reunissem toda a congregação e falassem diante de uma rocha que ela emanaria água para todos. Assim cumpriram o ordenamento do Eterno, mas perante a impaciência do povo, Moshê atingiu com a sua vara, duas vezes a rocha e assim fluiu água. Deste modo, ele dirigiu uma grande ofensa ao Eterno, uma vez que Ele tinha ordenado que apenas Moshê falasse, e não batesse na rocha. Isto significou que Moshê não acreditou na Sua palavra e Aharón, mediante a primeira batida de Moshê com a vara, não o impediu de o mesmo bater pela segunda vez. Assim, o Eterno decretou que aquele povo não entraria na Terra Prometida e nem tampouco Moshê e Aharón, já que tinham ofendido ao Eterno perante o povo. Em seguida c omeçaram as etapas finais da travessia dos israelitas para a Terra Prometida. Era necessário atravessar a terra de Edom ao Sul do mar Morto, pelo que Moshê enviou mensageiros desde Kadesh até ao rei de Edom, solicitando autorização para transitarem unicamente pelo caminho real. Mas a resposta foi negativa e o rei de Edom ameaçou a enfrentar os israelitas com o seu exército. Assim os israelitas foram obrigados a mudar o seu rumo, chegando ao monte Hor, lugar onde o Eterno designou Eleazar como Cohen Gadol, substituindo Aharón que morreu neste lugar e aí foi sepultado.

A partir daqui podemos extrair muitos ensinamentos. Ao caminhar pelo moderno shopping center, próximo à rodoviária do centro em Be'ersheva, em Israel, o turista se sente quase em casa. Dezenas de lojas modernas se parecem com as do ocidente. Nota-se a visão familiar de pessoas subindo e descendo nas escadas rolantes. É também muito prazeroso poder dar um profundo suspiro de alívio ao encher os pulmões com o ar condicionado deste maravilhoso centro de compras, enquanto a temperatura externa está em torno de 35ºC. A experiência em si de comprar pode não ser tão excitante, afinal, a mentalidade de compras no Oriente Médio não é aquela à qual os ocidentais estão acostumados, e lá o cliente nem sempre tem razão, mas o simples fato de que se está abrigado em um ambiente calmo, hospitaleiro e fresco deixa qualquer um bem relaxado. Graças às inovações modernas como ar condicionado, aquedutos para transportar água por longas distâncias, e o aperfeiçoamento na armazenagem de alimentos, cidades grandes como Be'ersheva começaram a desenvolver-se à margem de desertos. Mas sua existência é tênue e apenas possível nas áreas mais amenas. Em sua essência, o deserto continua desafiadoramente implacável com a habitação humana, de tal forma que faz-nos refletir como, nós judeus, sobrevivemos vagando no deserto por quarenta anos antes de entrar na Terra Prometida. Durante esta estadia nós não fomos amparados por condicionadores de ar, água encanada, e comida importada. Em vez disso, beneficiamo-nos de alguns artefatos bastante miraculosos fornecidos pelo Eterno, Bendito Seja.

Nuvens especiais cercaram e cobriram aquele povo que viajava. Assim, foi mantido um controle climático. Além disso, os judeus não precisavam se preocupar com queimaduras de Sol. As nuvens ofereciam também proteção contra predadores. Além disso, o maná descia do céu seis dias por semana. Perfeito alimento substituto, o maná fornecia 100% da nutrição necessária. Na verdade, o maná era tão perfeito que era absorvido integralmente pelo trabalho digestivo, eliminando a necessidade de aliviar-se. E um poço, jorrando de uma grande rocha, rolava junto com eles para fornecer-lhes água. Com a maioria de suas necessidades físicas satisfeitas, os judeus tinham bastante tempo para envolver-se no estudo da Torá que haviam recebido no início de sua jornada. Entretanto, os presentes que tornaram o ambiente ideal e protetor não eram gratuitos. Ao contrário, os judeus os receberam pelo mérito dos muitos indivíduos devotos, motivados e justos que habitavam entre eles. O Talmud (Tratado Ta'anit 9a) relata que Israel teve três grandes líderes: Moshê, Aharon e Miriam - e três maravilhosos presentes foram recebidos por intermédio deles. Pelo mérito de Miriam, um poço jorrou água incessantemente; Aharón foi responsável pelas nuvens que protegiam os israelitas do Sol e o maná caiu pelo mérito de Moshê. Embora estas associações de Miriam com o poço, Aharón com as nuvens, e de Moshê com o maná, não sejam explicitamente mencionadas na Torá, cada uma delas pode ser detectada cuidadosamente no decorrer do estudo do texto. A Torá registra que Miriam faleceu e foi enterrada em Cadesh, no deserto de Tzin.

A Torá continua:

E como não houvesse água para a assembléia, o povo se ajuntou contra Moisés e Aarão, procurou disputar com Moisés e gritou: “Oxalá tivéssemos perecido com nossos irmãos diante do Senhor! Por que conduziste a assembléia do Senhor a este deserto, para nos deixares morrer aqui com os nossos rebanhos? Por que nos fizeste sair do Egito e nos trouxeste a este péssimo lugar, em que não se pode semear, e onde não há figueira, nem vinha, nem romãzeira, e tampouco há água para beber?” (Números 20,2-5)

A água do poço fluía pelo mérito de Miriam. Era uma mulher justa, que se dedicou a servir ao Eterno. A presença de Mirian e o seu envolvimento com os judeus trouxeram a ela uma consideração especial por parte d’Ele e sua morte deixou uma grande lacuna para o povo. Desta forma, o poço deixou de funcionar. Com as mortes de Aharón e de Moshê os judeus foram privados das nuvens protetoras e do maná. Na verdade, sempre que uma pessoa justa deixa este mundo sentimos uma grande perda. Quando a Torá descreve a viagem de Yaacov de Canaã a Charan (onde vivia seu tio Laban), fornece a afirmação de que Yaacov deixou Be'ersheva e foi para Charan (Gênesis 28,10). Obviamente, o ato de partir é significativo. A este respeito, Rashi cita um Midrash onde declara que apartida de um justo de um lugar deixa uma impressão indelével. Aobra Yaafe Toar explica que, para onde quer que um tsadic (justo) vá, ilumina com a sabedoria da Torá o lugar em que se encontra tanto espiritual como fisicamente. Ele concede um senso de dignidade a todos que estão em sua presença, honrando-os e sendo honrado por eles, e oferece inestimável conselho da perspectiva da Torá. Como um modelo vivo da Torá, o tsadic estabelece um exemplo positivo e influente para aqueles ao seu redor. Talvez isto possa ajudar a esclarecer a mitsvá:

Temerás ao Senhor, teu Deus, e o servirás. Estarás unido a ele, e só pelo seu nome farás os teus juramentos. (Deuteronômio 10,20) .

Não podemos apegar-nos fisicamente ao Eterno porque Ele não é físico. Nossos rabinos explicam que devemos agarrar toda oportunidade de associar-nos com indivíduos justos e piedosos, judeus que estão imersos na Torá e cujas próprias ações refletem aquela imersão. Certamente os tsadikim (justos) são mortais, mas a sua influência penetrante e poderosa pode ajudar-nos a ficar mais próximos do Eterno. Uma lição prática emerge de tudo isto. Toda vez que encontrar uma pessoa assim, a oportunidade estará batendo à porta. Até mesmo a interação mais básica tem um efeito garantido. Você pode aperfeiçoar seu Judaísmo durante os negócios, almoçando, ou simplesmente apresentando-se a esta pessoa. Além dos dons que a comunidade recebe pelo mérito de um justo, o próprio tsadic beneficia a comunidade.

 A sua simples presença é um presente em si.

Continuemos o nosso estudo. Durante trinta dias os israelitas fizeram luto por Aharón. Quando os israelistas continuaram a deslocar-se pelo caminho de Atarim, enfrentaram um ataque do rei cananeu, Arad, o qual foi vencido por Israel. Em seguida, o povo começou a se queixar pela falta de água e de alimentos. Então, o Eterno enviou como castigo serpentes ardentes. O povo reconheceu o seu erro e o Eterno ordenou a Moshê que fizesse uma serpente de bronze e a pusesse enroscada em uma vara, para que todo aquele que fôsse mordido pudesse ser curado ao olhar para esta serpente.

Partiram do monte Hor na direção do mar Vermelho, para contornar a terra de Edom. Mas o povo perdeu a coragem no caminho, e começou a murmurar contra Deus e contra Moisés: “Por que, diziam eles, nos tirastes do Egito, para morrermos no deserto onde não há pão nem água? Estamos enfastiados deste miserável alimento.” Então o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram a muitos. O povo veio a Moisés e disse-lhe: “Pecamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós essas serpentes.” Moisés intercedeu pelo povo, e o Senhor disse a Moisés: “Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo.” Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida. (Números 21,4-9)

Esta imagem não foi constrúida para adoração, mas era respeitada pelos hebreus, por ser algo sagrado, enviado pelo Eterno, pois quem olhasse para ela seria salvo, no sentido de obter a saúde. Sabemos que a serpente na antiguidade era o símbolo da divindade de cura. O Talmud Rosh Hashaná 3,8 pergunta se a serpente de cobre tirava a vida ou a restituía. Na verdade, todo o tempo em que os filhos de Israel elevavam os seus olhos ao céu e submetiam seus corações ao Eterno, eles se curavam e, quando não, morriam. Devido a sua durabilidade e rigidez, Moshê confeccionou a serpente utilizando o cobre, e não outro material. Contra a luz do Sol, ela tornava-se fulguramente e bastante visível devido à altura da haste. Esta serpente foi guardada pelos filhos de Israel junto à vasilha de Maná e à vara de Aharón, no Tabernáculo. Assim, quando Moshê pôs diante dos israelitas a serpente presa a uma haste, eles se lembraram das transgressões cometidas. Segundo João 3,13-15, Iehoshua de Nazaré tenta se por no lugar da serpente para se fazer entender que, quando morrese na cruz, destruiria o pecado no mundo.

 Mas o mundo ainda continua cometendo transgressões principalmente por intermédio dos seguidores do próprio Iehoshua. Bem mais tarde, esta imagem foi destruída pelo rei Chizkyáhu (Ezequias) II Reis 18,4, pois foi adorada pelo povo israelita, alterando completamente o seu significado, exatamente como a igreja romana passou a fazer e a ensinar aos cristãos. Isto é, passou a interpretar a serpente de cobre como uma alusão à crucificação de Iehoshua de Nazaré. Desta forma, estes cristãos passaram a adorar a cruz, e durante a Inquisição os judeus foram obrigados a adorá-la nas masmorras inquisitórias. Para finalizar, em nenhuma passagem dos livros proféticos está escrito que o Mashiach será preso a uma cruz ou que desceria do céu. Na verdade, o Mashiach deverá construir o Terceiro Templo Sagrado, como descrito em Yechezkel (Ezequiel) 37,1-28, conduzir todos os judeus de volta à Terra de Israel, como descrito em Yeshayáhu (Isaías) 43,1-6, introduzir uma era de paz mundial, e acabar com o ódio, a opressão, o sofrimento e as doenças, como descrito em Yeshayáhu (Isaías) 2,1-5, divulgar o conhecimento universal sobre o Eterno, unificando toda a raça humana como uma só, como descrito em Zecharyah (Zacarias) 14,1-21, Restaurar Israel e o seu povo como está descrito em Obadyáhu (Abdias) 9,11-15 e reinar para sempre no trono de David como está descrito em Yrmiyáhu 33,1-26. Ler também o Salmo Hb 89. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 3,31-34 sem referência aos livros proféticos

João 3,31-34: Entretanto, os discípulos lhe pediam: “Mestre, come.” Mas ele lhes disse: “Tenho um alimento para comer que vós conheceis.” Os discípulos perguntavam uns aos outros: “Alguém lhe teria trazido de comer?” Disse-lhes Jesus: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra.”

Como comentamos no Estudo de João 3,13-15, as obras do Mashiach são construir o Terceiro Templo Sagrado, como descrito em Yechezkel (Ezequiel) 37,1-28, conduzir todos os judeus de volta à Terra de Israel, como descrito em Yeshayáhu (Isaías) 43,1-6, introduzir uma era de paz mundial, e acabar com o ódio, a opressão, o sofrimento e as doenças, como descrito em Yeshayáhu (Isaías) 2,1-5, divulgar o conhecimento universal sobre o Eterno, unificando toda a raça humana como uma só, como descrito em Zecharyah (Zacarias) 14,1-21, Restaurar Israel e o seu povo como está descrito em Obadyáhu (Abdias) 9,11-15 e reinar para sempre no trono de David como está descrito em Yrmiyáhu 33,1-26. Iehoshua de Nazaré não fez nada disto. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 5,39 sem referência aos livros proféticos

João 5,39: “Vós perscrutais as Escrituras, julgando encontrar nelas a vida eterna. Pois bem! São elas mesmas que dão testemunha de mim.”

De acordo com os estudos realizados até agora é impossível identificar nas Escrituras Hebraicas quaisquer testemunhos referentes a Iehoshua de Nazaré. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 5,45-47 com referência a Torá Devarim 18,15

João 5,45-47: “Não julgueis que vos hei de acusar diante do Pai; há quem vos acusa: Moisés, no qual colocais a vossa esperança. Pois se crêsseis em Moisés, certamente creríeis também em mim, porque ele escreveu a meu respeito. Mas se não acreditais nos seus escritos, como acreditareis nas minhas palavras?”

Deuteronômio 18,15: “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir.”

A análise desta passagem do Evangelho de João é realizada com o estudo da passagem de Deuteronômio 18,9-22, pois veremos que não se trata de um profeta em particular, mas de qualquer profeta.

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à advinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao esoterismo, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. As nações que vais despojar ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti, porém, o senhor, teu Deus, não permite. “O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir. Foi o que tu mesmo pediste ao Senhor, teu Deus, em Horeb, quando lhe disseste no dia da assembléia: Oh! Não ouça eu mais a voz do Senhor, meu Deus, nem torne a ver mais esse fogo ardente, para que eu não morra! E o Senhor disse-me: está muito bem o que disseram; eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens. Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso. O profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto. Se disseres a ti mesmo: como posso eu distinguir a palavra que não vem do Senhor? Quando o profeta tiver falado em nome do Senhor, se o que ele disse não se realizar, é que essa palavra não veio do Senhor. O profeta falou presunçosamente. Não o temas." (Deuteronômio 18,9-22).

Este texto anuncia a vinda, não de um determinado profeta, mas de uma série de profetas que deveriam falar como Moshê, sob o impulso da inspiração. E, para dirimir quaisquer dúvidas, escrevemos o final deste texto bíblico:

E o Senhor disse-me: está muito bem o que disseram; eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens. Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso. O profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto. Se disseres a ti mesmo: como posso eu distinguir a palavra que não vem do Senhor? Quando o profeta tiver falado em nome do Senhor, se o que ele disse não se realizar, é que essa palavra não veio do Senhor. O profeta falou presunçosamente. Não o temas." (Deuteronômio 18,17-22)

Assim, observamos que o texto não fala de um profeta específico, mas de como distinguir quem é um verdadeiro profeta, e isto vale para todos os profetas posteriores a Moshê. Por outro lado, se Moshê menciona um profeta como eu, isto equivale a dizer que seria um profeta igual a ele. Entretanto, em Hebreus 3,1-6 observamos uma contradição: o reconhecimento de que Iehoshua é superior a Moshê. Por outro lado, o Profeta Prometido não poderia ser diferente de Moshê, seria um homem como Moshê, não um deus encarnado. Ele deveria ser um judeu submisso ao Eterno, e não o próprio Eterno encarnado. Desta forma, ele não poderia receber mais honra do que Moshê, porque jamais um profeta terá maior glória do que Moshê em Israel, como está escrito em Deuteronômio 34,10. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 6,38-40 sem referência aos livros proféticos

João 6,38-40: “Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”

A análise desta passagem do Evangelho de João pode ser realizada com o Estudo de João 3,13-15 , Estudo de João 3,31-34 , Estudo de João 5,45-47 . Porém, aqui vale a pena acrescentar que nos livros proféticos não há menção de que o Mashiach desceria do céu. Por outro lado, Iehoshua afirma que a vontade do Eterno é não deixar que nenhum dos seus seguidores pereça, mas, no entanto, quando o mesmo foi preso, algo que também não está profetizado no Tanach, os apóstolos não somente o abandonaram como também, após a morte dele, os seus discípulos pereceram, muitos dos quais também em uma cruz. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 6,45-46 com referência a Yeshayáhu 54,13

João 6,45-46: Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai.

Isaías 54,13: Todos os teus filhos serão instruídos pelo Senhor, e a felicidade deles será grande; tu serás fundada sobre a justiça.

Como mencionado no Estudo de Mateus 3,1-3, Isaías é considerado o maior profeta do Tanach. O livro de Isaías compõe-se de duas partes. Os capítulos de 1 a 39 contêm freqüentes alusões a Isaías e ao seu tempo e se encaixam perfeitamente no ambiente dos acontecimentos dos reinados de Osias, Joatão, Acaz e de Ezequias, conforme identificado em II Reis 15-24. Os capítulos de 40 a 66 fazem referência a uma época posterior. Nestes capítulos observamos que o profeta se dirige aos israelitas deportados ou já reintegrados em sua pátria após dominação sob os assírios. Durante esta investida, Isaías se insurgiu contra a idolatria, ameaçou ricos e poderosos e elevou a sua voz contra os hipócritas e todos aqueles que se comportavam de forma frívola. Em especial, no Capítulo 54, Isaías fala sobre a cidade de Jerusalém anunciando, nos versículos 7-8, que o Eterno, por um momento, a havia abandonado, mas que voltaria a ter compaixão dela. Nos versículos 11-12, Isaías anuncia em nome do Eterno a reconstrução de Jerusalém e, para isso, é necessário que os judeus retornem para o Senhor de Israel, pois o Eterno irá instruir todos os filhos de Israel para esta reconstrução. Logo em seguida, nos versículos 14-15, o Eterno anuncia, referindo-se a Jerusalém, o seguinte:

Serás isenta de qualquer opressão, nada terás a temer, e de todo o terror, pois não poderá atingir-te. Se te atacarem, não será de minha parte; teus agressores sucumbirão diante de ti. (Isaías 54,14-15)

Ora, na época em que Iehoshua de Nazaré surgiu, Israel estava sob domínio do Império Romano. Como, então, entender que a cidade de Jerusalém estaria isenta de qualquer opressão e que os seus agressores iriam sucumbir, como consta em Isaías 54,14-15, se os romanos também dominavam toda a Terra de Israel? Além do mais, quando Iehoshua morreu, Israel continuou sob domínio romano. Por outro lado, Iehoshua afirma que todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído iria a ele. Desta forma, ele se coloca também como instrutor. Em Jeremias 31,31-34, é predito que:

Eis a aliança que, então farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor: Incutirlhe-ei a minha lei; gravála-ei em seu coração. Serei o seu Deus e Israel será o meu povo. Então, ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: "Aprende a conhecer o Senhor", porque todos me conhecerão, grandes e pequenos - oráculo do Senhor -, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados. (Jeremias 31,31-34)

  Assim, quando a obra do Mashiach estiver em operação a humanidade adquirirá tão elevado conhecimento da Torá, que todos os seres humanos serão igualmente integrados à plenitude divina e tudo funcionará para o bem comum. Recomenda-se o estudo das passagens de Yeshayáhu 11,1-16 e o Salmo Hb 22,1-31. Através destas passagens chegamos a conclusão de que ninguém precisará mais de instrutores, pregadores e nem tão pouco de aparições de santos ou santas. Nesta época, nenhum homem dominará outro homem para a desgraça, como ocorreu na trajetória histórica das igrejas cristãs em todo o mundo. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 6,51 sem referência aos livros proféticos

João 6,51: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”

A análise desta passagem do Evangelho de João é realizada com maiores detalhes através dos versículos 35-65. Segundo a Igreja Católica Romana, a hóstia distribuída entre os fiéis durante a celebração eucarística é a carne de Iehoshua e o vinho é o seu sangue, e, segundo a Igreja Protestante, as palavras carne e sangue significam os ensinamentos de Iehoshua. Mas, os discípulos de Iehoshua ficaram perturbados e se perguntaram como alguém pode oferecer a sua própria carne para comer. Mais adiante, no versículo 61, Iehoshua perguntou se o que ele tinha falado causava escândulo, e, no versículo 62, perguntou o que aconteceria quando eles vissem o Filho do homem subir para onde ele estava antes e, por último, no versículo 63, acrescentou que o espírito é que vivifica e a carne de nada serve. Ao que parece, o que ele tentou explicar foi que os seus ensinamentos eram, ao mesmo tempo, carne e sangue, ou seja, alimento e bebida. Mas, como sabemos, em Jeremias 31,31-34, é predito queninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: "Aprende a conhecer o Senhor", porque todos me conhecerão, grandes e pequenos - oráculo do Senhor -, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados . Assim, quando a obra do Mashiach estiver em operação a humanidade inteira adquirirá tão elevado conhecimento da Torá, que todos os seres humanos serão igualmente integrados à plenitude divina e tudo funcionará para o bem comum. Portanto, chegamos a conclusão de que ninguém precisará mais de instrutores, pregadores. A respeito do que ele falou sobre o Filho do homem subir para onde ele estava antes, basta rever o Estudo de João 6,38-40 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 7,37-39 com referência a Yeshayáhu 58,11 e Zecharyah 14,8

João 7,37-39: No último dia, que é o principal dia de festa, estava Jesus de pé e clamava: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva” (Zac 14,8; Is 58,11). Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado.

Isaías 58,11: O Senhor te guiará constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como uma fonte de águas inesgotáveis.

Zacarias 14,8: Naquele dia jorrará água corrente de Jerusalém, metade para o mar do nascente e metade para o mar do poente; jorrará tanto no verão como no inverno.

Na análise desta passagem do Evangelho de João, Iehoshua afirma que quem cresse nele, como diz a Escritura, do seu interior manariam rios de água viva. Perguntamos: Em que parte da Escritura isto está afirmado? Para isto são citadas as passagens de Isaías 58,11 e Zacarias 14,8. Em relação ao livro do Profeta Isaías, já explicamos que os capítulos de 40-66 fazem referência a uma época em que o profeta se dirige aos israelitas deportados ou já reintegrados em sua pátria após dominação sob os assírios. Durante esta investida, Isaías se insurgiu contra a idolatria, ameaçaram ricos e poderosos e elevou a sua voz contra os hipócritas e todos aqueles que se comportavam de forma frívola. No Capítulo 54, Isaías fala sobre a cidade de Jerusalém anunciando, nos versículos 7-8, que o Eterno, por um momento, a havia abandonado, mas que voltaria a ter compaixão dela. Nos versículos 11-12, Isaías anuncia em nome do Eterno a reconstrução de Jerusalém e, para isso, é necessário que os judeus retornem para o Senhor de Israel, pois o Eterno irá instruir todos os filhos de Israel para esta reconstrução. Logo em seguida, nos versículos 14-15, o Eterno anuncia, referindo-se a Jerusalém, o seguinte:

Serás isenta de qualquer opressão, nada terás a temer, e de todo o terror, pois não poderá atingir-te. Se te atacarem, não será de minha parte; teus agressores sucumbirão diante de ti. (Isaías 54,14-15)

O Capítulo 58 narra a situação da cidade Jerusalém ao fim do século VI a.e.c. Nesta época, os edifícios destruídos não passam de antigas ruínas, a cidade se encontra pouco restaurada. A comunidade judaica decepcionada procura obter, através do jejum, a realização das promessas messiânicas como anunciadas nos capítulos 40-55. Mas Isaías responde ao povo que tais promessas somente seriam realizadas se à prática do jejum fôsse praticada também a justiça (Isaías 58,3-5). Em seguida, nos versículos 6-7, o Eterno diz como deve ser feito o jejum. Fora isto, Ele ainda exige, nos versículos 9-10, que seja expulso da casa de cada israelita toda a opressão, os gestos malévolos, as más conversações e, por último, Ele ainda exige que se dê alimento aos pobres. Assim, quando todo israelita praticar estas exigências, então o Eterno, através do Profeta Isaías, guiará o povo constantemente, alimentar-te-á no árido deserto, renovará teu vigor. Serás como uma fonte de águas inesgotáveis. (Isaías 58,11) Assim, ou o autor de João transferiu a missão designada pelo Eterno e concretizada por Isaías para Iehoshua ou Iehoshua tentou se passar pelo Profeta Isaías. Assim, torna-se evidente outra fraude nos evangelhos.

A passagem de Amós 5,18-20, Amós 8,9, Zacarias 14,1-11, e outras etc, o Eterno anuncia a vinda do Dia do Senhor.

Amós 5,18-20: Ai daqueles que desejam ver o dia do Senhor! Que será para vós o dia do Senhor? Trevas e não luz. Como aquele que escapa de um leão, mas dá de encontro com um urso; ou que volta para casa, mas ao tocar com a mão na parede é mordido pela serpente, sim, o dia do Senhor será de trevas e não claridade, escuridão, e não luz.

Amós 8,9: Acontecerá naquele dia – oráculo do Senhor Javé - que farei o sol se pôr ao meio-dia, e encherei a terra de trevas em pleno dia.

Zacarias 14,1-11: Eis que vem o dia do senhor, em que os teus despojos serão divididos no meio de ti. Juntarei todas as nações ao redor de Jerusalém: a cidade será atacada e tomada, as casas serão destruídas, as mulheres, violadas; metade da cidade irá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso. Então sairá o Senhor e pelejará contra aquelas nações: ele combaterá como (o sabe) fazer em tempo de guerra. Naquele dia os seus pés se apoiarão no monte das Oliveiras, defronte de Jerusalém, para o lado do oriente, e o monte dividir-se-á em dois pelo meio, do oriente ao ocidente, formando assim um grande vale. Uma metade do monte se afastará para o norte, a outra para o sul. Fugireis pelo vale aberto entre as montanhas, porque este vale se prolongará até o lugar do julgamento; e fugireis como fugistes do terremoto no tempo de Ozias, rei de Judá. Então aparecerá o senhor vosso Deus, com todos os seus santos. Naquele dia não haverá frio nem gelo. Será um dia contínuo (conhecido somente do Senhor), e não haverá sucessão de dia e noite, e a noite será clara. Naquele dia jorrará água corrente de Jerusalém, metade para o mar do nascente e metade para o mar do poente; jorrará tanto no verão como no inverno. O Senhor reinará sobre toda a terra. Naquele dia o Senhor será o único Deus e só o seu nome será invocado. Toda a terra será aplanada, desde Gabaa até Remon, ao sul de Jerusalém. Jerusalém ocupará o seu lugar, e dominará desde a porta de Benjamim até o lugar da Primeira Porta, até a Porta do Ângulo, e desde a torre de Hananeel até os lagares do rei. Habitarão nela e não haverá mais interdito: Jerusalém estará verdadeiramente em segurança.

Todas as passagens indicadas do livro de Amós estão relacionadas ao Dia do Senhor. O Dia do Senhor, como também é observado em Jeremias 30,1-24, Joel 2,1-11 e Sofonias 1,1-18, era visto como uma poderosa intervenção do Eterno que concedia vitória a Israel, por ser povo escolhido, sobre os seus inimigos. Amós, porém, anuncia que este dia virá como punição para todos os pecadores, inclusive israelitas. O profeta prevê a invasão do inimigo assírio. A classe dominante de Israel se refugia na falsa segurança de ter o Eterno como aliado, pois para ela, quanto o inimigo invadir o país, Ele intervirá, Dia do Senhor, em favor do seu povo, concedendo-lhe a vitória. Amós, porém, destrói esta falsa segurança, pois, infelizmente, grande parte do povo também se comportava como o inimigo assírio que explorava e oprimia o próprio povo. Isto está bem claro em Amós 8,9-14, onde é narrado que as festas se transformarão em luto e a alegria em gemido. Pior que isto, porém, é que o Eterno se recusará a falar ao povo que decidiu a não ouvi-lo. Assim, o Dia do Senhor é um dia muito próximo e não um dia em um futuro longínquo, e muito menos ainda com relação a Iehoshua de Nazaré.

Em relação ao livro do Profeta Zacarias, podemos afirmar que a segunda parte do livro, Capítulos 9-14, representa uma situação histórica que se refere às últimas décadas do século IV a.e.c. Em particular, quanto a Zacarias 14, é interessante analisar o versículo 7: Será um dia contínuo (conhecido somente do Senhor), e não haverá sucessão de dia e noite, e a noite será clara . Veja bem, se será um dia contínuo e a noite será clara, então ocorrerá justamente o contrário do que os apologistas cristãos desejam demonstrar, ou seja, haverá luz e não trevas. Por último, vale a pena acrescentar que o versículo 6 não fala em trevas. Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 8,28-30 sem referência aos livros proféticos

João 8,28-30: Jesus então lhes disse: “Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis quem sou e que nada faço de mim mesmo, mas falo do modo como o Pai me ensinou. Aquele que me enviou está comigo; ele não me deixou sozinho, porque faço sempre o que é do seu agrado.”

A análise desta passagem do Evangelho de João já foi realizada no Estudo de João 3,13-15 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 11,47-52 sem referência aos livros proféticos

João 11,47-52: Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: “Que faremos? Esse homem multiplica os milagres. Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação.” Um deles, chamado Caifás, que era o sumo-sacerdote daquele ano, disse-lhes: “Vós não entendeis nada! Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.” E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo-sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos.

Nesta análise do Evangelho de João observamos algo interessante: “Vós não entendeis nada! Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.”. Por esta passagem torna-se claro que Iehoshua de Nazaré morrerá como mártir de sua ideologia. Além do mais, como explicado anteriormente, o Mashiach não virá para morrer. Ao contrário, as obras do Mashiach são c onstruir o Terceiro Templo Sagrado, como descrito em Yechezkel (Ezequiel) 37,1-28, conduzir todos os judeus de volta à Terra de Israel, como descrito em Yeshayáhu (Isaías) 43,1-6, introduzir uma era de paz mundial, e acabar com o ódio, a opressão, o sofrimento e as doenças, como descrito em Yeshayáhu (Isaías) 2,1-5, divulgar o conhecimento universal sobre o Eterno, unificando toda a raça humana como uma só, como descrito em Zecharyah (Zacarias) 14,1-21, Restaurar Israel e o seu povo como está descrito em Obadyáhu (Abdias) 9,11-15 e reinar para sempre no trono de David como está descrito em Yrmiyáhu 33,1-26. Iehoshua de Nazaré não fez nada disto. Podemos acrescentar à análise desta passagem do Evangelho de João o Estudo de João 3,13-15 e o Estudo de João 3,31-34 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 12,14-16 com referência a Zecharyah 9,9

João 12,14-16: Tendo Jesus encontrado um jumentinho, montou nele, segundo o que está escrito: Não temas, filha de Sião, eis que vem o teu rei montado num filho de jumenta (Zac 9,9). Os seus discípulos a princípio não compreendiam essas coisas, mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que isto estava escrito a seu respeito e de que assim lho fizeram.

Zacarias 9,9: Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém: eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta.

A análise desta passagem do Evangelho de João já foi realizada no Estudo de Mateus 21,1-5 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 12,23-24 sem referência aos livros proféticos

João 12,23-24: Respondeu-lhes Jesus: “É chegada a hora para o Filho do homem ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto.”

A análise desta passagem do Evangelho de João já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 , no Estudo de Lucas 9,43-45 , no Estudo de Lucas 18,31-34 , no Estudo de Lucas 24,5-8 , no Estudo de Lucas 24,25-27 , no Estudo de Lucas 24,44-49 , no Estudo de João 2,22 , no Estudo de João 3,3-15 , no Estudo de João 8,28-30 e no Estudo de João 11,47-52 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 12,31-36 sem referência aos livros proféticos

João 12,31-36: “Agora é o juízo deste mundo; agora será lançado fora o príncipe deste mundo. E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim.” Dizia, porém, isto, significando de que morte havia de morrer. A multidão respondeu-lhe: “Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre. Como dizes tu: Importa que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem? Respondeu-lhe Jesus: “Ainda por pouco tempo a luz estará em vosso meio. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos surpreendam; e quem caminha nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, e assim vos tornareis filhos da luz..” Jesus disse essas coisas, retirou-se e ocultou-se longe deles.

A análise desta passagem do Evangelho de João já foi realizada no Estudo de Mateus 16,21-23 , no Estudo de Mateus 17,21-22 , no Estudo de Mateus 20,17-19 , no Estudo de Mateus 20,24-28 , no Estudo de Marcos 8,31-33 , no Estudo de Marcos 9,30-32 , no Estudo de Marcos 10,32-34 , no Estudo de Lucas 9,22 , no Estudo de Lucas 9,43-45 , no Estudo de Lucas 18,31-34 , no Estudo de Lucas 24,5-8 , no Estudo de Lucas 24,25-27 , no Estudo de Lucas 24,44-49 , no Estudo de João 2,22 , no Estudo de João 3,3-15 , no Estudo de João 8,28-30 , no Estudo de João 11,47-52 e no Estudo de João 12,23-24 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 12,37-41 com referência a Yeshayáhu 6,10 e Yeshayáhu 53,1

João 12,37-41: Embora tivesse feito tantos milagres na presença deles, não acreditavam nele. Assim, se cumpria o oráculo do profeta Isaías: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor (53,1)? Aliás, não podiam crer, porque outra vez disse Isaías: Ele cegou-lhes os olhos, endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração e eu os sare (6,10). Assim se exprimiu Isaías, quando teve a visão de sua glória e dele falou.

Isaías 6,10: “Obceca o coração desse povo, ensurdece-lhe os ouvidos, fecha-lhe o os olhos, de modo que não veja nada com seus olhos, não ouça com seus ouvidos, não compreenda nada com seu espírito. E não se cure de novo.”

Isaías 53,1: Quem poderia acreditar nisso que ouvimos? A quem foi revelado o braço do Senhor?

A análise desta passagem do Evangelho de João já foi realizada no Estudo de Mateus 8,14-17 , no Estudo de Mateus 13,13-15 e no Estudo de Marcos 15,24-28 . Assim, torna-se evidente mais uma fraude no Evangelho de João.

Estudo de João 13,18-19 com referência ao Salmo Hb 41,10

João 13,18-19: “Não digo isso de vós todos; conheço os que escolhi, mas é preciso que se cumpra esta palavra da Escritura: Aquele que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar (Sal 40,10).”

Salmo Hb 41,10: Até o próprio amigo em que eu confiava, que partilhava do meu pão, levantou contra mim o calcanhar.

A análise desta passagem do Evangelho de João é melhor realizada através de II Samuel 15-20. As passagens destes capítulos narram uma situação em que um amigo de Davi, Aquitofel, o seu próprio conselheiro, o traiu, juntamente com Abasalão:

Enquanto oferecia os sacrifícios, Absalão mandou chamar também Aquitofel, gilonita, conselheiro de Davi, à sua cidade de Gilo. E assim a conjuração se fortificava e se tornava cada vez mais numerosa em torno de Absalão. (II Samuel 15,12 ) .

Mais tarde foi anunciado a Davi que Aquitofel estava entre os conjurados:

Foi anunciado a Davi que Aquitofel estava também entre os conjurados de Absalão. Davi disse: “Fazei que se frustrem, ó Senhor, meu Deus, os desígnios de Aquitofel!” (II Samuel 15,31)

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