O Caso de Michel Nisenbaum e Thiago Avila - Jayme Fucs Bar
É interessante notar que, quando o cidadão brasileiro Michel Nisenbaum foi sequestrado pelo grupo terrorista Hamas durante os ataques ocorridos em 7 de outubro de 2023, ele era apenas um civil indo visitar sua neta na região.
Nisenbaum foi capturado e não teve direito a julgamento ou a qualquer tipo de defesa. Foi brutalmente assassinado dentro de um túnel na Faixa de Gaza, simplesmente por ser judeu.
Nesse contexto, os chamados "militantes" não levantaram suas vozes em solidariedade. Não houve clamor, indignação ou manifestações nas ruas em seu nome. O silêncio foi absoluto, já que muitos desses grupos parecem enxergar o Hamas como símbolo de "resistência", apoiando suas ações e sua ideologia totalitária e fundamentalista.
Em contrapartida, no caso de Thiago Ávila, esses mesmos "militantes" transformaram-se em fervorosos defensores dos "direitos humanos", adotando um discurso amplamente humanitário e recheado de apelos à liberdade.
Agora, sim, os gritos por justiça e libertação ecoam. Mas qual é a diferença entre os dois casos?
Ao término dessa situação, Thiago Ávila continuará vivo, será libertado em algum momento e retornará ao Brasil, onde poderá alavancar sua carreira política. Ele provavelmente dará entrevistas na mídia, mostrará o gesto simbólico de "V" da vitória e apresentará sua visão de conquista e perseverança.
Enquanto isso, o brasileiro sequestrado pela Hamas Michel Nisenbaum voltou em um caixão. Ele não teve a "sorte" de Thiago Avila de ser preso em Israel .
Infelizmente, essa trágica realidade parece não comover esses mesmos "militantes", que se mostram seletivos em sua indignação. Essa situação escancara algo que se repete constantemente: a hipocrisia de certos setores que se autoproclamam defensores dos direitos humanos, mas se mostram incapazes de condenar atos que não se encaixam em sua narrativa política.
Esse episódio lamentável reflete a face incoerente de uma nova ideologia de esquerda que, frequentemente, flerta com o autoritarismo e contradiz os princípios que alega defender. De fato estamos a frente de uma nova e moderna manifestação do neo fascismo!
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