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Vou procurar ajudar a voces a desvendar esse mistério sobre a origem dos nomes dos Judeus e Judias de PortugalEstamos a sua disposição!Fucs Bar Turismo em...

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Comentário de Leonardo Couto Alvaro Chaves em 16 fevereiro 2022 às 23:35

Não nego nada do que está falando mas havia certas famílias  em que houve casamento misto como o caso da família real Bragança até mesmo entre os Couto houve certos casos inclusive na família de formação e  entroncamento como dos Maias mas por causa da estigmatização e do preconceito muitas vezes era feito ás escondidas e em certos casos antes de 1773 depois tornou entre aspas mais aceito mas custou muito caro aos países Ibéricos,e até mesmo Bento Teixeira casou com uma cristã velha então assim casamento misto foi relativamente aceito mas com reservas aqui então entre os bandeirantes no qual descendo foi uma festa.

Comentário de Rubens Rodrigues Câmara em 21 dezembro 2021 às 12:20

Com relação ao tema do vídeo, quero trazer aqui uma mínima colaboração ao estudo da origem do sobrenomes de cristãos-novos, reproduzindo parte de um capítulo do meus livro “Anônimos – Identidades Reveladas”:

(...)

Com relação aos nomes de famílias assumidos pelos conversos, perdeu-se a memória, na maioria dos casos, de quem lhes cedera os sobrenomes. No curso de minhas pesquisas genealógicas sobre a família Câmara, ao examinar um processo da Inquisição contra alguém com esse sobrenome, pude desvendar a origem dos nomes, ditos cristãos, de três judeus.

Um certo “Manuel da Câmara, hebreu de nação, cristão batizado, natural da cidade de Tetuan”, Marrocos, foi preso pela Inquisição em Tavira, Algarve, sul de Portugal, em 1664. João Coutinho, também “batizado e convertido do Judaísmo”, disse em depoimento que, quando esteve em Tanger tratando de uns negócios, viu lá muitos judeus, entre eles, dois conhecidos, “Manuel da Câmara, que também se batizou nesta cidade [Tavira, Algarve], e entende que foi seu padrinho o Conde de Ribeira Grande, e que [Manuel da Câmara] já era homem velho”; e o outro era Nuno Álvares, também judeu de nação, convertido e batizado na mesma cidade, e cujo padrinho fora o Conde de Cadaval.

Os judeus detinham em Portugal e Espanha uma boa parcela do poder econômico, e a nobreza dependia muito das ações financistas da colônia judaica. Assim, é possível afirmar que alguns nobres incentivassem esses israelitas a se batizarem para evitar a expulsão do país, e, consequentemente, continuar a lhes tirar alguma vantagem financeira. Portanto, esses três conversos fizeram-se batizar para terem livre trânsito por Portugal, comprometendo-se a viver como católicos praticantes. O problema é que eles, segundo depoimentos de várias testemunhas, viviam ostensivamente como judeus, usando suas vestes típicas e solidéus, bem como frequentando a sinagoga e comemorando as datas sagradas da Lei de Moisés. Até mesmo os nomes hebraicos originais de dois deles eram conhecidos, e talvez se identificassem como tais. O de Manuel da Câmara era Samuel; o de Nuno Álvares, Salomão. Não se sabe o nome hebraico do tal João Coutinho, que, ao que parece, levava uma vida mais discreta em Portugal, embora não deixasse de tratar de seus negócios no norte da África e se envolver com os judeus de lá. Os três tinham histórias de conversão semelhantes. Observe-se que tanto Salomão (Nuno Álvares), quanto Samuel (Manuel da Câmara), este qualificado como filho de um certo Moisés Mexia, foram batizados “em pé”, ou seja, adultos, conforme depoimento de João Coutinho, e foram apadrinhados, respectivamente, por nobres, a saber, o Duque de Cadaval e o Conde de Ribeira Grande. João Coutinho também havia sido apadrinhado por um nobre, o Senhor de Tanger. Esses nobres tinham, evidentemente, seus nomes civis, vejamos: o Duque de Cadaval chamava-se NUNO ÁLVARES Pereira de Melo; o Conde de Ribeira Grande, MANUEL  Luís Baltazar DA CÂMARA; e o Senhor de Tanger, JOÃO COUTINHO. Daí a origem dos nomes cristãos daqueles judeus convertidos.

(...)

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