JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

Zamenhof e o Sonho de Uma Língua Fraterna

 

Imagine se o mundo falasse um idioma, onde todos, de igual forma pudessem se expressar? Onde a língua materna fosse respeitada e não houvesse um idioma dominando as comunicações e a cultura fosse universal?  Parece irreal? Pois esse idioma existe e se chama Esperanto.

O Esperanto é a língua planejada mais falada no mundo com uma estimativa de 10 milhões de falantes. Desses em torno de dois milhões a falam fluentemente. Ou seja, o Esperanto não é mais um projeto de um língua universal e sim uma realidade para muitos.

Nascido em 1887, seu criador foi o médico judeu chamado Ludwik Lejzer Zamenhof. Ele nasceu numa Polônia que pertencia ao império russo e morava em Bialystok, uma cidade dividida por poloneses, alemães, russos, judeus asquenazitas, etc. Em outras palavras, uma Babel formada por povos que frequentemente viam-se como inimigos que não se entendiam.

Da observação dos problemas cotidianos causados pela falta de um idioma comum a esses povos e imbuído do mais autêntico espírito humanista, Zamenhof ainda com seus dezoito anos criou a base de uma língua neutra, de fácil aprendizagem,a qual, ao longo dos anos evoluiria até chegar ao Esperanto: a Internacia Lingvo, A Língua Internacional.

Em 1905 foi realizado o primeiro congresso dessa língua na cidade de Bolonha-Sobre-o-Mar (Bolonge Sur Mer), na França. Com a participação de quase mil pessoas de diversos povos. No Brasil em 1906 foi fundado em Campinas-SP, o primeiro grupo esperantista brasileiro, o Suda Stelaro (A Constelação do Sul), apenas 19 anos depois da criação do Esperanto.

No início, ainda influenciado pela Era das Luzes, o Esperanto teve respaldo positivo pelas mais diversas esferas de poder econômico e político na Europa. Todavia o período entre guerras 1914 a 1945, o Esperanto e os esperantistas sofreram perseguições pelos governos autoritários em ascensão que viam o Esperanto, como uma ideia antinacionalista ou um “código secreto de judeus”.

Zamenhof faleceu em 1917 em Varsóvia. Durante a Segunda Guerra Mundial seus filhos foram perseguidos e mortos, primeiro por serem judeus e depois por serem filhos do criador do Esperanto, pela intolerância nazista. Até hoje, sobrevive um neto de Zamenhof, Louis-Christophe Zaleski-Zamenhof, que se salvou do genocídio por ter sido abrigado por uma família católica polonesa, os Zaleski.

A história do Esperanto é muito rica, vai além de um projeto linguístico, de uma gramática. Possui em seu cerne a vontade da humanidade de atravessar barreiras idiomáticas, um desejo há muito buscado de resolver o milenar problema da Torre de Babel. Quem sabe, a história/estória da escritura sagrada sobre uma torre e a divisão em línguas, e por consequência dos povos não seja uma metáfora criada pelo desentendimento anterior à torre e não um castigo divino? A solução desse “enigma” já foi nos mostrado,  o Esperanto é a resposta. Apenas nos falta conhecer a língua e abraçar mais essa causa humanista. Bonvenojn! Bem-Vindos!

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