JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

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Judeus na Primeira Pessoa - Bernard-Henry Lévy

Judeus na Primeira Pessoa - Bernard-Henry Lévy

Sou judeu por parte da minha mãe e do meu pai. Sou judeu por parte de Lévinas, Buber, Rosenzweig.
Sou judeu porque ser judeu significa amar mais a lei do que a terra e a letra tanto quanto o espírito.
Sou judeu em resultado de uma desconfiança, que sempre senti, em relação a estados extáticos e extremos de paixão religiosa.
Sou judeu em resultado da minha rejeição de todas as formas de magia ou mistério: “Cautela”, gritou Lévinas, autor de Difficíle Liberté, Essais sur le Judaïsm, “com todos os falsos profetas que dizem que o homem está ‘mais perto dos deuses quando deixa de pertencer a si próprio’! Em guarda, judeus, contra o esquecimento de que o judaísmo é a única religião no mundo que prega a recusa das forças obscuras – a religião do desencanto, do santo e não do sagrado!” É assim que sou judeu.
Sou judeu porque sou antinaturalista e antimaterialista –
sou judeu, por outras palavras, porque me sinto em casa no Livro e entre os homens, mais do que na obscura floresta de símbolos e até na vida.
Sou um judeu do galout (exílio, diáspora); sou um judeu que, há anos e anos, reflecte nesta questão do galout; não propriamente na reabilitação do galout; não, falando correctamente, na metafísica do galout; e, ainda menos, na distância em relação a Israel, que amo do fundo do coração, um amor incondicional; mas a meditação num exílio essencial, sem redenção nem retorno, que para mim parece constituir o que significa ser judeu, tanto no galout como em Israel; o contrário do exílio de Ulisses; a correlação e parte do fascínio, judaico também, com o reino dos céus; não é Judeu o nome, igualmente, do filho de Abraão (o Hebreu) e de Jacob (o Israelita)? Não é a filosofia judaica, indissociavelmente, a filosofia dos reis e dos profetas, de Israel e a da voz que, através de Jeremias, implora ao “resto de Israel” para “fortificar as suas posições no exílio”?
Sou judeu porque não sou um platónico; judeu por causa do que chamarei, para ser sucinto, anti-platonismo coextensivo ao pensamento judaico; uma ética mais do que um ponto de vista; uma relação com os outros homens tanto quanto com Deus ou, mais exactamente, a Deus, sim, mas porque, e somente porque, me traz mais perto do meu semelhante.
Sou judeu como Lévinas quando ele discute a amizade com Buber. Nessa discussão, que é digna, pelos seus termos, da famosa disputa em que Proust, sobre o mesmo tema, acaba por atirar os sapatos à cara de Emmanuel Berl, Lévinas expressa a sua desconfiança das noções buberianas de diálogo e reciprocidade. Sou judeu, sim, na forma como Lévinas declara ser estranha e irrelevante a ideia de uma amizade puramente espiritual, ou “desnervada”, que pode apenas cair em “formalismo”. Ele conclui com estas formulações magníficas, que são parte do meu judaísmo: o Outro necessita mais de “solicitude” do que de “amizade”, porque “vestir os que estão nus e alimentar os que têm fome é o real e concreto acesso ao Outro, mais autêntico do que amizade etérea.”
Sou um judeu que não é realmente um humanista (a palavra perde o sentido para um leitor, mesmo o menos versado, do Maharal de Praga ou do Gaon de Vilna), mas sou consciente de um judaísmo que me faz responsável pelos outros, o seu guardador – um judaísmo que se define, assim, como uma ética e define esta ética como aquela que é estabelecida quando eu resolvo fazer de mim não o igual mas o refém do meu semelhante e que vejo, sobre o meu “eu”, um “Ele” que me domina das sagradas alturas.
Sou um judeu que não é obviamente político (como pode um estudante de Lévinas esquecer o seu Politique Aprés?) mas aberto, por outro lado, ao mundo e a fazer do messianismo a responsabilidade básica do homem, de cada homem, no trabalho de redenção.
Sou um judeu universalista.
Sou um judeu que não se resigna a deixar ao cristianismo o monopólio do universalismo. O “povo escolhido”, tanto para mim como para Lévinas e Albert Cohen, não é um privilégio, mas uma missão. O papel do povo judeu, tanto para mim como para Rosenzweig, é abrir, a todos os povos, as invisíveis e sagradas portas que iluminam a estrela da redenção. É este, aos meus olhos, o significado do mandamento de Deuteronómio: “Não abominarás o idumeu, pois é teu irmão; não abominarás o egípcio”; e também na história de Jonas, a quem Deus diz: “Levanta-te, vai à grande cidade de Ninive e clama”, mesmo quando Ninive é, como ele sabe, o inimigo de Israel, a capital da Assíria, o próprio reino do mal.
Sou um judeu tal como Walter Benjamin quando Benjamin fala da sua “solicitude para com os vencidos e famintos” – sou judeu no sentido de Poésie et Revolution e de Teses Sobre o Conceito da História mostrando que “cada segundo é a porta estreita através da qual pode passar o messias.”
Sou um judeu que acredita, como Benjamin e, de certa forma, Scholem, que o messianismo judaico é a “encarnação de uma história secreta e invisível” que “se contrapõe à história dos fortes e dos poderosos”, que é como quem diz a “história visível” – toda a minha vida acreditei neste judaísmo, e isto é o que tenho praticado.
Fui judeu, por outras palavras, no meu Réflexions sur la Guerre, le Mal e la Fin de l’Histoire. Fui judeu no Burundi, em Angola, e na Bósnia muçulmana. Fui judeu entre os nubios a caminho de serem exterminados no sul do Sudão.
Fui judeu cada vez que, nas mais desoladas zonas do mundo, no coração das suas mais esquecidas guerras, eu aprendi a instrução judaica segundo a qual a mais séria prova da existência de Deus é a existência de rostos – e o sinal do eclipse de Deus é o seu apagamento programado.
Sou judeu porque acredito num Deus que por outra definição é “Não Matarás”.
Sou judeu quando tentei, ao longo de um ano, traçar os passos de Daniel Pearl, e sou judeu quando, à minha maneira, modesta e secular, sim, mas à minha maneira, tento contribuir para a santificação do seu nome.

, filósofo, escritor, jornalista e ensaísta francês. Retirado do livro “I Am Jewish: Personal Reflections Inspired by the Last Words of Daniel Pearl”, 2004.

 

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O Judaismo Humanista

Pensamentos sobre o Judaísmo Humanista 
 
O Judaísmo Humanista acredita que o Judaísmo é uma das praticas da liberdade e da dignidade do povo judeu e defende o direito da liberdade e a dignidade de todo seres humanos.

O Judaísmo Humanista acredita que Judeu é aquele que se identifica como judeu e se sente vinculado a sua historia, cultura e tradições.

O Judaísmo Humanista acredita que o Judaísmo é uma civilização onde estado de Israel é o centro da Civilização judaica.

O Judaísmo Humanista acredita que a revolução sionista foi uma revolução cultural que proclamou a soberania espiritual do homem judeu no centro de sua cultura e civilização.

O Judaísmo Humanista acredita que a religião judaica é uma das manifestações da cultura e tradição judaica .

O Judaísmo Humanista acredita que a identidade judaica é preservada através da educação judaica onde se pratica sua cultura, suas festividades, suas tradições, seu ciclo da vida judaica , criando e mantendo seus rituais, invocando o estudo da sua historia, sua filosofia, literatura e todo tipo de manifestações culturais judaica, em um ambiente livre e pluralista.

O Judaísmo Humanista acredita que a historia Judaica é um das sagas do ser humano, o Tanach e o Talmud são referencias originarias do significado da moral e da ética do ser humano .

O Judaísmo Humanista acredita que todos têm a responsabilidade na resolução dos problemas humanos.


O Judaísmo Humanista propõem a ação social e a luta por justiça social,e ecológica atuando e educando tanto na comunidade judaica, como em Israel e na sociedade geral almejando um mundo mais justa e mais solidário .

 

Reflexiones sobre el Judaísmo Humanista
 
  Judaísmo humanista cree que el judaísmo es la práctica de la libertad y la dignidad del pueblo judío y defiende el derecho a la libertad y la dignidad de todos los seres humanos.

Judaísmo humanista cree que Judio es  que se identifica como un Judio, y se siente obligado a su historia, cultura y tradiciones.

Judaísmo humanista cree que el judaísmo es una civilización y   el Estado de Israel es el centro de la civilización judía.

Judaísmo humanista cree que la revolución sionista fue una revolución cultural que proclamó la soberanía espiritual del hombre judío en el centro de su cultura y civilización.

Judaísmo humanista cree que la religión judía es una manifestación de la cultura y la tradición judía.

Judaísmo humanista cree que la identidad judía se conserva a través de la educación judía en la practican su cultura, sus fiestas, sus tradiciones, su ciclo de vida de los judíos, la creación y el mantenimiento de sus rituales, invocando el estudio de su historia, la filosofía, la literatura y todo tipo de eventos culturales judías, en un entorno libre y pluralista.

Judaísmo humanista cree que la historia judía es una de las sagas del ser humano, el Tanaj y el Talmud son referencias del significado de la moral y la ética del ser humano originarios.

Judaísmo humanista cree que todos tenemos  responsabilidad en la solución de los problemas humanos.


Judaísmo humanista proponer la acción social y la lucha por la justicia social, ecológica y de actuar y educar tanto a la comunidad judía, como en Israel y en la sociedad en general deseando un mundo más justo y solidario
 

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    Que entenda a necessidade de criarmos o nosso próprio marco comunitário, ter os nossos próprios rabinos, nossas sinagogas, nossos centros de estudos, manifestando a nossa própria forma de ser judeu humanista.

    Precisamos de alguém...

    Que esteja interessado em ser parte de um grupo que define que judeu é todo aquele que se identifica como judeu e se sente vinculado à sua história, cultura e tradições.

    Precisamos de alguém...

    Que esteja interessado na valorização da educação judaica como instrumento maior para a formação da identidade judaica humanista, identidade que assuma responsabilidades comunitárias, sociais, políticas e ecológicas.

    Precisamos de alguém...

    Que acredite que o Judaísmo é uma das práticas da liberdade e da dignidade do povo judeu e defenda o direito à liberdade e à dignidade de todos os seres humanos.

    Precisamos de alguém...

    Que possa compreender que o Judaísmo é uma civilização, que o Estado de Israel é o centro da Civilização judaica e que a revolução sionista foi uma revolução cultural que proclamou a soberania espiritual do homem judeu no centro de sua cultura e civilização.

    Precisamos de alguém...

    Que não tenha medo de enfrentar este mundo de crises, de individualismo, de guerras, de racismo e de preconceitos, de competição e de consumismo, e que entenda que o Judaísmo Humanista procura respostas a essa crise.

    Precisamos de alguém...

    Que acredite que a história judaica é uma das sagas do ser humano, que o Tanach e o Talmude são referências  originárias do significado da moral e da ética do ser humano e que está em nossas mãos a responsabilidade na resolução dos problemas humanos.

    Precisamos de alguém... Que acredita numa comunidade judaica humanista da visão dos profetas de Israel, almejando uma sociedade de paz, justiça e respeito ao outro.

    Precisamos de alguém...

    Que Ame a Deus, Que Ame a Torá , Mais Que Não Esquece jamais de Saber Amar o Proximo.


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