JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

Necessitamos de uma Nova Voz Judaica !

Jayme Fucs Bar – Kibutz Nachshon Julho 2011

Como um ativista da frente pela Paz entre Israel e Palestinos, e cidadão brasileiro e israelense, venho fazer escutar minha voz que talvez seja também a sua voz.

Como Judeu que se define como Humanista e Socialista, me sinto cada vez mais isolado dentro desse contexto dessa "Esquerda mundial" com a qual durante muitos anos fui identificado e ativista.

Parte desses grupos que se reivindicam como "Esquerda Mundial" na verdade se transformaram, num novo tipo de fascismo pós moderno, que luta de um lado pelo direito justo de auto determinação do povo palestino e do outro nega a existência de Israel, e vê o Judaísmo/Sionismo como uma rede de interesses econômicos que atua para o domínio geopolítico da economia Mundial.

O mais interessante é constatar que parte dessa esquerda faz "frente única" na sua estratégia com as forças do fundamentalismo islâmico mundial. "Frente Única" para propagar o ódio e deslegitimar a existência do estado de Israel, ampliando na sociedade em geral o crescimento do racismo e do anti-semitismo.
O Incrível é que o êxito dessa politica, vem ajudando cada vez mais o fechamento de Israel ao Mundo, pelo medo da ameaça a sua existência, fato que somente fortalece cada vez mais as forças ultra nacionalistas e fundamentalistas em Israel.

Como um ativista pela Paz e a não-violência, cada vez mais me faz arrepios, ao pensar nas conseqüências dessa nova estratégia desses grupos que se definem como " Nova esquerda mundial" entre as quais, em particular, há grupos atuantes no Brasill. Esta 'Nova Esquerda Mundial" atua em harmonia com as forças obscuras dos governos e organizações fundamentalismo e anti democraticas como Irã, Hisbbola, Hamas e Síria. Decorre do outro lado em Israel a legitimação institucional que vem ganhando esses setores radicais ultra nacionalista dentro da sociedade Israelense, levando a politica atual do governo de Israel a um beco sem saida se afastamento totalmente da possibilidade de se encontrar um possivel acordo de Paz entre Israel e Palestinos.

Me arrepio somente em pensar como essas novas tendências fascistas camufladas de esquerda e seus "companheiros" fundamentalistas islâmicos pretendem colocar em prática a não existência do estado de Israel, E o que farão com os seus 6 milhões de Judeus que vivem hoje em Israel.

Arrepios e um medo maior me faz pensar na reação de Israel, nas mãos dos ultra nacionalista que em uma ameaça como essa poderá, sem dúvida, criar conseqüências dramáticas que possa levar em roldão toda a humanidade.

Portanto:
Necessitamos, hoje mais do que nunca, de uma voz judaica saudával! responsável e comprometida com o destino do estado judeu democrático.

Necessitamos de uma voz judaica que não tenha medo de criticar a politica do governo de Israel, frente à continuidade da ocupação dos territórios ocupados e a necessidade de um acordo de Paz imediato.

Necessitamos de uma voz Judaica que acredita no estado Judeu da carta magna de sua independência, comprometido com a visão dos profetas de um Estado judeu democrático, baseado na garantia da liberdade e direitos a todos seus cidadãos, visando a paz com seus vizinhos e voltado aos valores de justiça social,solidariedade,e fiel aos princípios a Ata das Nações Unidas.

Necessitamos de uma Voz Judaica que faça ouvir a necessidade reciproca da autodeterminação de um estado Palestino ao lado do estado judeu. Dois povos, dois países, que possa conviver e se respeitar sob a bandeira da paz e não-violência

Necessitamos de uma voz Judaica que não tenha medo de enfrentar e delatar o fascismo e do anti-semitismo camuflado de "esquerda".

Necessitamos de uma Voz Judaica que saiba combater o perigo do fenômeno do fundamentalismo religioso que semeia em nome de D'us, o ódio, o racismo, o anti-semitismo e o preconceito ao outro, pelo simples fato de ser diferente.

Necessitamos de uma Voz Judaica que possa estar junto com as forcas de paz em Israel e no mundo, para apoiar a mudança da realidade do conflito Israel/Palestina, que entenda que a Paz é uma necessidade estrategica de ambos os lados, e que somente a Paz poderá garantir às futuras gerações de Israelense e palestinos a esperança de se viver um ao lado do outro com respeito mútuo e dignidade humana.

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Respostas a este tópico

Jaime, compartilho esse sentimento. Mas faço as seguintes considerações:

  • a voz judaica no Brasil depende de haver essa voz também em Israel. Por exemplo, ao manifestar minha opinião de que a flotilha deveria ser acolhida em Israel, fiquei isolado. Sei que há vozes favoráveis ao acolhimento da flotilha em Israel, mas ao procurá-las na internet eu não as achei.
  • é preciso uma diplomacia desses setores para desenvolver a sua "imagem" nas comunidades judaicas no Brasil e na América Latina. Cadê as vozes do Meretz, dos kibbutzim, do Hashomer Hatzair?

Deixo uma sugestão: traga 10 pessoas desses setores para dialogarem conosco. Hoje pela internet isso é fácil. Para cada um que trouxermos aqui para os debates que faremos, que haja um israeli que seja o seu contraparte. E que haja também um palestino para cada um. Se tivermos n triálogos brasileiro-israeli-palestino, a troca de calor passa a ser contínua e gratificante. Não falta o que discutir: basta pegar artigos do Haaretz e de outros veículos. Imagine a energia que será gerada se cada um desses triálogos gerar um post ou um artigo, e periodicamente um encontro para compartilhar tudo isso.

É adotarmos para nós adultos práticas regulares como as peulót nos movimentos juvenis.

Que tal? Você tem essas pessoas? Se tiver, essa luz irá se espelhar aqui.

 

Um abraço

Sérgio

Sergio, Acredito que a questao nao eh , consequir somente intercalar vozes entre Isrelense, palestinos e brasileiro etc

O que eu pretendo alertar , eh que falta especialmente na comunidade judaica brasileira,principalmente no publico mais  progressista, acoes frente a esse novo  processo de xenofobia, antisemitismo , antiisraelismo que passa hoje na sociedade brasileira. 

Dou aula a cada semestre para dezenas de jovens universitarios brasileiros que chegam em Israel no programa do Machon que me relatam o que eles passam em suas universidades quando  dizem a palavra Judeus,Israel, sionismo.veja a quantidades dos sites ativos que divulgam o odio a judeu e a Israel, eles se mutiplicam a cada dia  na internet, veja a postura da Midia brasileira, veja a postura  das tendencias de setores da "esquerda" brasileira.

 Esta claro que esse  boicote a Gaza eh mais uma das tonteiras do governo de Israel, que poderia atraves de paises europeus administrar esse tema de forma mais inteligente!

Esta Claro que devemos denunciar o atual governo de Israel,que pode realmente levar a destruicao desse grande sonho  do estado judeu democratico.

Mais quero que vc entenda! O que   me atormenta eh  em ver que existe por um movimento mundial altamente organizado e sostificado ,com um  estrategia super inteligente , onde tem em seus discursos e acoes "humanitarias" maravilhosos em pro aos interesses da populacao palestina, porem observe que em seus discursos  nao se ouve nem uma pequena voz  "Humanitaria" que venha condenar o governo fundamentalista da Hamas, que domina a Faixa de Gaza a base do medo e intolerancia,

Nao ouvimos uma voz que fala sobre os foquetes enviados pela Hamas a populacao civil Israelense.

Nao ouvimos um comentario sobre o poder absoluto da Hamas no controle  todos os setores da vida da populacao civil de Gaza.

 Nao se faz nenhuma condenacao sobre a Hamas que declara  e semea de forma aberta  o odio aos judeus e propaga a destruicao total do estado de Israel.

Nenhuma linha sobre as condicoes do prisioneiro Gilat Shelit, e a negacao constante da Hamas da possibilidade da cruz vermelha visita-lo

 Nao ouvimos nenhum comentario ou alerta  sobre a Hamas e seus fundamentalistas Islamicos que  negando de forma clara e absoluta qualquer possibilidade de Paz com Israel.

Esses Grupos usam com inteligente a "estrategia da complexidade" , onde sabe usar de forma brilhante  a cultura  occidental judaica /crista para agir em pro de seus verdadeiros interesse camuflado,onde  dentro de suas acoes "humanitarias" qualquer coisa que esteja ligado a Judeu, Israel, e Sionismo devera ser excluido.

Jayme

Agora entendi a sua colocação, e estou de acordo.

Posso lhe dar um depoimento pessoal: um amigo meu - cara legal - que tem pensamento antissemita, acreditando nessa mistificação de que os judeus controlam as finanças mundiais, me chamou a atenção para um post no portal do Nassif (jornalista seríssimo, mas nesse ponto ele é lamentavelmente irresponsável), sobre um livro chamado A História Oculta do Sionismo.Veja lá, e veja o meu comentário. Fui o único judeu a comentar. Esse livro é altamente convincente: se a pessoa for desinformada, ela acaba convencida de que o sionismo é uma coisa monstruosa, e que esteve aliado aos nazistas. Não foi feito por muçulmanos, e sim por um judeu, Ralph Schoenman, cuja biografia eu depois rastreei, e alguma hora farei um post sobre a história do cara. É um tema que precisamos entender melhor: o auto-ódio.

Em função do meu comentário, um dos outros comentadores abriu um outro post, razoavelmente balanceado, mas cujos comentários também degringolaram em antissemitismo.

Para um futuro de paz na Palestina, é necessário olhar sem preconce...

Leia os comentários: um bossal chegou a buscar um trecho de Josué na Bíblia para provar que os hebreus já eram genocidas, inclusive por ordem de Yahvé. Por outro lado, há pessoas que chegam muito bem informadas por livros panfletários, que têm muitas verdades, mas que as distorcem de modo a formarem figuras monstruosas. Há um cara da extrema esquerda norteamericana (também judeu) chamado Leni

Para lidar com isso, Jayme, temos que ter informação. A tal de Hazbará só transmite coisas que os judeus gostam de ouvir e papagaiar. Nossos jovens não recebem informação para combater essas agressões insidiosas que ocorrem no terreno onde eles circulam: nos cursinhos, universidades etc. Essa turma de esquerda, especialmente as tendências trotskistas dentro do PT e partidos  como o PCB (descendente deformado do antigo PCB, cujo principal herdeiro é o PPS) e o PSTU, lê muito, e traz em sua argumentação o conteúdo de livros como o acima e este: Leni Brenner, Zionism in the Age of the Dictators; e um livro do Chomsky de 1983.

Temos um grupo se organizando para fazer uma cartilha das pérolas do antissemitismo e do antissionismo, que estamos descobrindo nesses livros. Mas Jayme, acho que temos todos, especialmente vocês em Israel, que têm estruturas para isso, fazer um esforço para compilar essas mentiras (não são tantas assim), e respondermos com fatos, sem negar o que elas têm de verdade. Por exemplo: houve acordos de sionistas com nazistas? Isso tem que ter resposta. Eu encontrei na Internet um modelo muito criativo de lidar com essa questão: uma comunidade encenou o julgamento de Rudolf Kastner, aquele líder da comunidade húngara que fez um acordo com Eichman e salvou algumas centenas de judeus (mas ao custo do sacrifício de alguns milhares). São momentos trágicos, que temos que aprender a ler na sua complexidade, e para isso há muitos recursos: filmes como "A Escolha de Sofia" etc.

Então, Jayme, estou respondendo ao seu apelo com um tiquinho de ação, mas com outro apelo.

  • que cada jovem que você ensina aí, venha se somar a nós para engrossar o time. 
  • coloque israelenses e palestinos para interagirem conosco. EU quero ter um amigo palestino. Quero ter um israelense amigo, que seja pró-palestino, pró-Israel. Vários de nós também quererão. 
  • queremos conteúdos produzidos por bons intelectuais sobre todas essas questões complexas. 

Mais uma coisa, Jayme. Em conjunto com um outro grupo, faremos uma série de 5 eventos em escala razoável, a partir de setembro, que deverão se replicar em nível nacional. Talvez o ultimo deles seja transmitido pela internet. No dia 18 vamos bater o martelo na grade temática. Contamos contigo como parceiro para definir os temas, conteúdos etc. O JH poderá ser caixa de ressonância desses eventos. Um dos temas que eu proporei é exatamente o tema do seu apelo: como responder ao novo antissemitismo?

Mais uma coisa: estamos fazendo (a Dania e eu) uma análise da arquitetura de informação do site, e na próxima semana teremos um relatório com recomendações. Isso é essencial para a participação das pessoas. Aguarde!!!

 

Um abraço

 

Sérgio


Sérgio Storch disse:

Jayme

Agora entendi a sua colocação, e estou de acordo.

Posso lhe dar um depoimento pessoal: um amigo meu - cara legal - que tem pensamento antissemita, acreditando nessa mistificação de que os judeus controlam as finanças mundiais, me chamou a atenção para um post no portal do Nassif (jornalista seríssimo, mas nesse ponto ele é lamentavelmente irresponsável), sobre um livro chamado A História Oculta do Sionismo.Veja lá, e veja o meu comentário. Fui o único judeu a comentar. Esse livro é altamente convincente: se a pessoa for desinformada, ela acaba convencida de que o sionismo é uma coisa monstruosa, e que esteve aliado aos nazistas. Não foi feito por muçulmanos, e sim por um judeu, Ralph Schoenman, cuja biografia eu depois rastreei, e alguma hora farei um post sobre a história do cara. É um tema que precisamos entender melhor: o auto-ódio.

Em função do meu comentário, um dos outros comentadores abriu um outro post, razoavelmente balanceado, mas cujos comentários também degringolaram em antissemitismo.

Para um futuro de paz na Palestina, é necessário olhar sem preconce...

Leia os comentários: um bossal chegou a buscar um trecho de Josué na Bíblia para provar que os hebreus já eram genocidas, inclusive por ordem de Yahvé. Por outro lado, há pessoas que chegam muito bem informadas por livros panfletários, que têm muitas verdades, mas que as distorcem de modo a formarem figuras monstruosas. Há um cara da extrema esquerda norteamericana (também judeu) chamado Leni

Para lidar com isso, Jayme, temos que ter informação. A tal de Hazbará só transmite coisas que os judeus gostam de ouvir e papagaiar. Nossos jovens não recebem informação para combater essas agressões insidiosas que ocorrem no terreno onde eles circulam: nos cursinhos, universidades etc. Essa turma de esquerda, especialmente as tendências trotskistas dentro do PT e partidos  como o PCB (descendente deformado do antigo PCB, cujo principal herdeiro é o PPS) e o PSTU, lê muito, e traz em sua argumentação o conteúdo de livros como o acima e este: Leni Brenner, Zionism in the Age of the Dictators; e um livro do Chomsky de 1983.

Temos um grupo se organizando para fazer uma cartilha das pérolas do antissemitismo e do antissionismo, que estamos descobrindo nesses livros. Mas Jayme, acho que temos todos, especialmente vocês em Israel, que têm estruturas para isso, fazer um esforço para compilar essas mentiras (não são tantas assim), e respondermos com fatos, sem negar o que elas têm de verdade. Por exemplo: houve acordos de sionistas com nazistas? Isso tem que ter resposta. Eu encontrei na Internet um modelo muito criativo de lidar com essa questão: uma comunidade encenou o julgamento de Rudolf Kastner, aquele líder da comunidade húngara que fez um acordo com Eichman e salvou algumas centenas de judeus (mas ao custo do sacrifício de alguns milhares). São momentos trágicos, que temos que aprender a ler na sua complexidade, e para isso há muitos recursos: filmes como "A Escolha de Sofia" etc.

Então, Jayme, estou respondendo ao seu apelo com um tiquinho de ação, mas com outro apelo.

  • que cada jovem que você ensina aí, venha se somar a nós para engrossar o time. 
  • coloque israelenses e palestinos para interagirem conosco. EU quero ter um amigo palestino. Quero ter um israelense amigo, que seja pró-palestino, pró-Israel. Vários de nós também quererão. 
  • queremos conteúdos produzidos por bons intelectuais sobre todas essas questões complexas. 

Mais uma coisa, Jayme. Em conjunto com um outro grupo, faremos uma série de 5 eventos em escala razoável, a partir de setembro, que deverão se replicar em nível nacional. Talvez o ultimo deles seja transmitido pela internet. No dia 18 vamos bater o martelo na grade temática. Contamos contigo como parceiro para definir os temas, conteúdos etc. O JH poderá ser caixa de ressonância desses eventos. Um dos temas que eu proporei é exatamente o tema do seu apelo: como responder ao novo antissemitismo?

Mais uma coisa: estamos fazendo (a Dania e eu) uma análise da arquitetura de informação do site, e na próxima semana teremos um relatório com recomendações. Isso é essencial para a participação das pessoas. Aguarde!!!

 

Um abraço

 

Sérgio

Jayme

Mais uma coisa: para viabilizar este combate ao antissionismo, não só aqui, mas no mundo, é fundamental que a esquerda israelense consiga vitórias contra essa direita nacionalista, que de fato é racista. Para que a esquerda israelense se fortaleça eu acho essencial que ela busque forças e apoios na Diáspora. Ela não faz isso.

O que quero dizer? Que essa nova voz tem que estar aí, combatendo os assentamentos, se pronunciando, de forma regular e constante. Não basta um ou outro manifesto. Querem que não haja antissemitismo? Que vão os escoteiros, por exemplo, que são muitos em Israel, fazer o que fizeram ativistas do Shalom Achshav em Budrus, em Bil´in. Que tirem fotos, mostrando para o mundo que israelenses querem o Estado Palestino. Façam mais exibições do filme Budrus...etc etc e mandem as fotos, que faremos chegar aos jornais.

Com esses fatos nós teremos como disputar a opinião pública.

Entristece-me o clamor do Jayme Fucs para uma nova voz judaica em Israel. Ë a  lastimável confirmação da previsão que fiz quando adolescente me afastei do Hashomer Hatzair. Alvitrei  que a proposta sionista da negação absoluta da Diáspora, com a criação do judeu “ano zero”- o “sabra”- na Palestina Britânica (1918-1948), ou  seja,   sem os supostos “horrendos vícios dos judeus da Golá”,  resultaria numa bomba relógio que iria implodir, mais cedo ou mais tarde, a construção de um Estado judeu livre, democrático, garantindo as liberdades civis e direitos humanos de seus habitantes, um exemplo e luz para o mundo.  

Sim, é triste constatar que depois de 63 anos de existência surge a voz de um sincero sionista, em meio de muitas outras,  a retratarem dramaticamente a situação politica e social de Israel, propondo como solução: “ Necessitamos, hoje mais do que nunca, de uma voz judaica saudável responsável e comprometida com o destino do estado judeu democrático..... Arrepios e um medo maior me faz pensar na reação de Israel, nas mãos dos ultra nacionalista que em uma ameaça como essa (a proposta da extinção de Israel) poderá, sem dúvida, criar conseqüências  dramáticas que possa levar em roldão toda a humanidade” .

É verdade: -Como é triste ver Israel falido em seu desenvolvimento democrático, sedento de liberdade ao cabo da experiencia "judeu ano zero do sionismo de um "Salvador". Faltou-lhe exatamente o que os doutrinadores sionistas fizeram com esmero e precisão na construção do país: destruição total, razia total,da experiencia, cultura, valores e principios, inclusive da linguas o idish e ladino,  forjados em quase dois mil anos de vivencia da Diáspora sem-Estado, para se afundar na proposta do romantismo politico de colocar na aquisição da "terra e lingua" os elementos essencias para a construção do Estado sionista...

Sim, o Galut ao invés de ser a vivencia 'parasitária" do povo judeu como tripudia a doutrina sionista, provou contar com experiência, cultura, valores e principios que se constituiram na base de uma das maiores façanhas da humanidade:- a sobrevivencia do povo judeu- depois da perda de seu Estado nacional- a catastrofe final de todos os povos da Antiguidade. São 1813 anos durissimos de sobrevivencia histórica, sem-geografia, que deveriam se hauridos intensamente pelo movimento sionista, ao invés de serem jogados ao lixo....Há saida?

Sim, num diálogo fraternal com a Diáspora, sorvendo o seu riquissimo acervo de conhecimento humano até agora desdenhado, não de um eventual "Salvador" carismático, é que Israel poderá encontrar a sua salvação como Estudo judeu.  É isso

 

Shalom,

Marx

Parabéns pelo argumento! Vamos publicar, ponto por ponto, aos poucos, a Carta Magna?

Para apimentar a discussão, coloco trechos de artigo de Peter Beinart, jornalista liberal americano, que evidencia o gradativo distanciamento dos jovens judeus norteamericanos do apoio a Israel. Ele vê a tendência de um movimento sionista que perde os liberais seculares que o caracterizaram e passa a ser composto crescentemente por ortodoxos, sem nenhuma preocupação com a dignidade dos palestinos, em meio a uma população judaica norteamericana que passa a não ter nenhuma preocupação com Israel.

Ele aponta também a onda de macartismo promovida pela direita israelense.

 

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alguns trechos abaixo. Para ler a íntegra, clicar no link acima.

While American Jewish groups claim that they are simply defending Israel from its foes, they are actually taking sides in a struggle within Israel between radically different Zionist visions. At the very moment the Anti-Defamation League claimed that Robinson harbored an “animus toward Israel,” an alliance of seven Israeli human rights groups publicly congratulated her on her award. Many of those groups, like B’Tselem, which monitors Israeli actions in the Occupied Territories, and the Israeli branch of Physicians for Human Rights, have been at least as critical of Israel’s actions in Lebanon, Gaza, and the West Bank as have Amnesty International and Human Rights Watch.

________________

All of which raises an uncomfortable question. If American Jewish groups claim that Israel’s overseas human rights critics are motivated by anti- Israeli, if not anti-Semitic, bias, what does that say about Israel’s domestic human rights critics? The implication is clear: they must be guilty of self-hatred, if not treason. American Jewish leaders don’t generally say that, of course, but their allies in the Netanyahu government do. Last summer, Israel’s vice prime minister, Moshe Ya’alon, called the anti-occupation group Peace Now a “virus.” This January, a right-wing group called Im Tirtzu accused Israeli human rights organizations of having fed information to the Goldstone Commission that investigated Israel’s Gaza war. A Knesset member from Netanyahu’s Likud promptly charged Naomi Chazan, head of the New Israel Fund, which supports some of those human rights groups, with treason, and a member of Lieberman’s party launched an investigation aimed at curbing foreign funding of Israeli NGOs.

______________________________________________

December 1948 letter from Albert Einstein, Hannah Arendt, and others to The New York Times, protesting right-wing Zionist leader Menachem Begin’s visit to the United States after his party’s militias massacred Arab civilians in the
village of Deir Yassin. It is a call to recognize that in a world in
which Jewish fortunes have radically changed, the best way to
memorialize the history of Jewish suffering is through the ethical use
of Jewish power.

an American Zionist movement that does not even feign concern for Palestinian dignity and a broader American Jewish population that does not even feign concern for Israel.

Caro Jayme, este teu texto  lembra a carta de socorro q vc nos enviou quase na mesma época do ano passado. Será q ainda está disponível a minha resposta intitulada: Duas Cartas sobre O Judaísmo Humanista? Se estiver e vc tiver tempo, faz uma introdução e publica, por favor. Para enrriquecer o debate.

Como vc sabe me mantive ao largo do debate sionista nos últimos anos e só retornei a ele graças ao teu convite de atuar no JH. Indicado pleo Moishe do Paz Agora  recentemente dei um curso no Polo de Pensamneto Contemporâneo no RJ( q contou com uma única presença da casa JH, a Maysa.....) que me obrigou a um mergulho de meses em texto sionistas, entre eles alguns q vc me enviou, vi coisas q nunca tinha visto, estudei o pós sionismo,Guershom Shomlem e o Gush Shalom,coisas q nunca imaginei.Tudo isto para dizer q todos sabemos pouco, mto pouco sobre o q se passa em Israel e o q tem sido a história do sionismo e sua vertentes ideólogicas de ontem e de hj, como o surgimento do sionismo messianico de direita atual.Continuo acahando q nos  faltam conhecimentos e sobram posições opinativas tão eivadas de estereótipos quanto dos nossos detratores.

É obvio q hj em dia antisionismo se confunde com antissemitismo, mas isto não justifica não repensar o nacionalismo da direitona israelense q consegue vender a imagem q governo sionista conquistador é o mesmo que estado de Israel q deve ser defendido por todos. Esta propaganda cola pq fora de Israel o q se chamava de identidade judaica se diluiu e o q resta é uma fidelidade a tudo q vem de Israel como única e última maneira de sentir-se judeu.

O problema é q o tal do sentir-se judeu tão apregoado neste blog como a única coisa  q define o ser judeu, trás esta possibiliddae a mais: basta defender o governo de israel q isto me define como judeu e, ao contrário, discordar é trair. Este vazio existencial, fenomeno típico das tfutzot acaba sendo completado da maneira mais fácil e rápida e rasteira pela fidelidade a uma politíca louca. Creio q está superficialidade pós-moderna, as identidades líquidas das quais nos fala Baumann, se refletem com toda a intensidade e superficialidade na aparente diversidade confusa do nosso blog. Foi ela, tbm a responsável pelo fracaso do JH no Rio de Janeiro e o medo q desapertamos tanto nos movimentos juvenis q se afastaram de nós como se fossemos leprosos quanto nas instituições e em rabinos estabelecidos. Ou seja. O tal do vazio precisa permanecer vazio para q a superficialidade de meia duzia de cânticos e quatro frases pseudo cabalistas possam dar às pessoas uma sensação de pertencimento sentimental a uma coisa vaga chamada judaísmo para todos os sabores e gostos. Com vc bem sabe e assim se expressam todos os meus textos aqui publicados, sempre discordei desta feira de facilidades e procurei outro caminho calcado na raíz do pensamento judáico.

Foram só algumas idéias que precisam de mta reflexão e debate para não caírmos na tal feira livre de secos e molhados cheio de vaidades chamado  judáismo para todos.

 Grande abraço. PB

Shalom a  Todos ,

O que tenho como objetivo eh fazermos desse tema e dessa discusao um debate mais amplo e mais profundo ai no Brasil,Pois de fato esse debate nao existe ai no Brasil! 

Um debate profundo que possa analisar essa ralidade caotica com uma visao humanizadora eh necessario?

com certeza!

Mais  Porque ele ainda nao aconteceu ai no Brasil?

Vejam nao trago aqui nenhuma novidade!

Esse Tema nao eh nada Novo! Nas Comunidades como nos EUA, Canada, Franca, Inglaterra, Belgica, Italia essa discusao esta acontecendo!

Em Israel ?

 Logicamente! 

Querendo ou nao esse tema faz parte do nosso dia a dia em Israel, pois sentimos de imediato em nossas vidas essa nova atmosfera politica religiosa e ultra nacionalista  que vem tomando o atual governo de Israel .

 Nao somente na questao do conflito palestino , mais tambem  na criacao de  novas  Leis anti democraticas, racistas e populistas, que sao fortalecidas pelas acoes e exitos do  fundamentalismo e o ultranacionalismo Palestino.

Entendam! 

As Consequencia dessa realidade se criou em Israel e na populacao palestina o que chamamos aqui "o sidrome do Medo"  onde cada lado se sente uma ameaca eminente do "outro" um Prato feito para a radicalizacao e o fortalecimento das tendencias religiosas e ultranacionalista dos dois lados.

Nossa grande dificuldade eh  saber como romper "o sidrome desse Medo ao outro",e em consequencia os grupos moderados Israelense e palestinos sao esmagados, por essa sindrome. 

Querem Um exemplo atual em  Israel?

Querem por esses dias criar uma Lei para que  o Kinesset defina quem sera os Juizes do supremo Tribumal, na qual ate o momento o supremo Tribunal eh totalmente independente do Kinesset , para poder ser  o Guardiao de Leis do Kinesset que possa por duvida prejudicar os principios basicos do direito dos homem. Traduzindo melhor a tomada do supremo nas maos desses ultra nacionalista, esse tema eh tao gritante que ate um deputado democrata de Direita ( Likud) com Beny Beguin eh contra.

 

Querem um exemplo atual desses fundamentalista e ultranacionalista Palestinos?

Hoje na parte da manha , enviaram 2 foquetes a populacao judaica que vive  nas cidades e nos kibutzim perto da faixa de Gaza.

Sao  dezenas de foguetes mensais direto a populacao civil, foquetes que tem um so objetivo! Matar Judeu e quanto  mais matar  melhor!

 

Temos que Discutir esse tema de forma corajosa e humanizadora , apresentando  essas duas facetas dessa perigosa realidade,onde o ultranacionalismo Judaico e palestino eh uma ameaca a todos!  Judeus e Palestinos e talvez para toda a Humanidade.

 

Jayme e colegas

Acho que opinionismo não agrega muito agora.

É preciso agir. Portanto serei objetivo:

Estou fazendo parte de um grupo que montará um ciclo de 5 palestras. Teremos uma 2a reunião na próxima 2a feira.

Terão públicos formados não apenas por judeus. Nos casos de públicos mais amplos teremos auditórios como os do SESC.

Os temas serão ligados a essa visão crítica do que se passa hoje em Israel, como o Jayme vem nos dizendo. Pegaremos também o antissionismo e o antissemitismo. O ciclo será divulgado amplamente, inclusive por uma mídia ligada ao Forum Social Mundial, e deverá desembocar em presença nossa no Forum Social Mundial, que em 2012 será novamente em Porto Alegre e focará em Meio Ambiente.

Não é iniciativa do JH, pois aqui em SP não conseguimos até agora produzir uma visão compartilhada. Mas é oportunidade para o JH, pois quanto mais pessoas do JH tivermos, maior será o reconhecimento do JH como protagonista. Temos aqui diversos quadros expressivos, e eu gostaria de poder contar com vocês.

Buscaremos públicos nas várias faixas etárias. Temos sido procurados por várias pessoas na faixa dos 30 anos, e até mesmo dos 20 (madrichim de movimentos, por exemplo).

A tarefa neste momento é escolher os temas e os palestrantes. Precisamos de intelectuais!!! Uma ideia é que tenhamos palestrantes locais e alguns nacionais. Vale quem estudar mais os temas e estiver à disposição.
Em princípio, penso os seguintes temas para levar à reunião de 2a feira.Se puderem me ajudar nas ideias para temas e palestrantes, agradeço bastante. As outras pessoas do grupo estão também trazendo temas, e no fim destilaremos 5, mais uma para o FSM
  • A situação da democracia israelense frente ao conflito palestino (imagino que deste debate possa nascer um manifesto expressando as preocupações que o Jayme está trazendo, mas com representatividade de assinaturas muito expressivas da sociedade brasileira)
  • Geopolítica do terror frente à iminência da paz (para discutir o que sustenta o terror. Imagino que deste debate possa nascer um manifesto para a diplomacia brasileira)
  • A resistência não violenta: de Gandhi à Palestina. (público amplo)
  • Análise dos discursos antissemita e antissionista modernos (público intero)
  • Análise do conflito israelense-palestino à luz da teoria dos jogos (público amplo)
  • Análise da Primavera Árabe e seus impactos nos países da região Síria-Jordânia-Israel)
  • Como será equacionada economicamente a equação da paz? (público de empresários)

E para o Forum Social Mundial:

  • problema e soluções para a questão da água no Oriente Próximo 

Cada um pode pensar desde já variações sobre como e com que parcerias poderia fazer na sua cidade.

 

Um abraço a todos

Sérgio

Meu caro Sergio,

No meu entender há alguns equivocos na sua proposta que gostaria em enfatizar: o problema de Israel não é e nunca foi com  o povo palestino, uma ente sociológico politicamente neutro, mas, isso sim, com o Islã radical fundado no jihadismo, na Guerra Santa contra os "infíéis" do mundo- todos os não muçulmanos, judeus, cristãos, hindus, budistas, ateus para o estabelecimento do califado mundial sobre toda a humanidade, submetendo-a ao ditames do Corão, Sharia e ensinamentos do Profeta. Para o fundamentalismo islamita ser jihadista, martir da Guerra Santa é a missão mais sagrada do fiel de Alá e seu Profeta. Como martir, terá direito ao seu dispor nada menos de 75 virgens no Paraismo... Não se sabe ainda como seriam agraciadas as mulheres-bomba martires da Jihad.....

Portanto, a mobilização contra o antissemitismo deve ser focada no combate ao Islã radical e sua Guerra Santa terroristae não contra o povo palestino. Como? Contextualizando o conflito na Palestina.

Ou seja, esclarecer a opinião publica que Israel, antes e acima de tudo, é alvo do Islã radical que se movimenta no mundo contra todos os infiéis, inserindo-o na luta internacional contra o terror perpetrado em nome de Alá e seu Profeta. Terror que é sustentado por bilhões e bilhões de petrodolares, ou eurodolares, sangrados pelo cartel da OPEP dos paises importadores de petróleo. Entidade por meio da qual o Irã dos aiatolas é o segundo maior exportador  ao lado da Venezuela de Chavez o quinto maior exportador, auferem os fabulosos lucros com os quais sustentam o Islã radical, primcipalmente com a extorsão dos "choques do petróleo"

O primeiro choque ocorreu no rastro da Guerra dos Yom Kippur, 1973, quando o petróleo deixou de ser uma comodite cotada segundo as regras do mercado para se tornar uma arma poltica pela "libertação da Palestina". Assim, com tal pretexto, o barril de petróleo pulou de US$ 3 para US$ 11 no último trimestre de 1973, causando uma tsunami devastadora na economia mundial. Especialistas apontaram tal golpe como a maior transferencia de riquezas em tempos de paz da história da humanidade. O Brasil teve que contrair uma petrodivida de US$ 350 bilhões (corrigidos) que literalmente o quebrou em 1983. Todos os recursos obtidos pela  pauta exportação do pais, mais os juros da rolagem da divida, foram transferidos para os xeques petroleiros da OPEP,  incrementando dramaticamente o desemprego, miséria e fome do povo brasileiro.

No mais recente choque, o barril pulou de US$ 60 em 2006 para US$ 144 em 2008, causando outra tsunami na economia mundial que resultou na maior epidemia de fome da historia da humanidade que já atingiu a 1 bilhão de paises pobres do Haiti a Bangladesh. Causada não pela baixa produção de alimentos, mas pelo encarecimento absurdo deles em decorrência do elevação do custo de fertilizantes, herbicidas, derivados do petróleo + mais incremento do custo do transporte.

Ou seja, importa denunciar que a intensa campanha antissemita que grassa no mundo realizada pela frente islamo-stalino-trotskista uma mixórdia de fundamentalismo religioso de Maomé com suposto materialismo dialético de Karl Marx patrocinada basicamente por Irã xiita e Venezuela de Chavez, e seu "socialismo século XXI" estão provocando a maior epidemia de fome da história humana.

Desse modo,  para nós, judeus, ao invés do Forum Social Mundial tratar da questão da água no Oriente Médio, deveria dar prioridade a fome mundial e suas causas que ameaça a vida de 1 bilhão de seres humanos. Haveria questão social no planeta mais grave do que essa?.... . 

Bem, para "Esquerda Mundial" de que nos fala Jayme, e  na qual estão inseridos os promotores do FSM, PCB, PC do B, PSTU, radicais do PSOL, uma mixória de stalinistas e supostos trotkistas esta fome e suas reais causas nunca teria existido,. Na realidade, trata-se de salvaguadar sangria do grupo plutocrata mais poderoso da terra, a OPEP, do Irã xiita e Venezuela "socialista", os grande aliados desta "Esquerda Mundial".

E não seria exatamente tal Esquerda Mundial de que fala o Jayme a promotora do FSM de que fala Sergio?...

Shalom,

Marx

 

 

 

 

 

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