JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

 Tzvi Freeman

É verdade que devemos exigir o firme comprometimento a cada detalhe da lei judaica?
 
Como pode ser que Ronaldo da Silva seja 100% judeu apenas por causa de sua bisavó materna, ao passo que Marcelo Cohen, que come guefilte fish (prato tradicional de peixe) depois do kidush de sexta-feira a noite, deve assistir aulas por um ano e imergir no micvê?
 
Antes de mais nada, não existe isso de conversão ao judaísmo. Na verdade, não há uma palavra para conversão na linguagem da Torá. Quando ao judaísmo, não acredito que exista tal coisa. Entenda isso de uma vez: Existe a Torá e existem judeus. Sem ismos. Nenhuma religião. Somente nós, judeus, nesta luta para ficarmos apegados à Torá.
 
Nesta dinâmica de Torá e judeus entra um Guer - literalmente, um hóspede. Um Guer é alguém que se junta ao povo judeu. Presto, ele termina por entrar na mesma luta que o resto de nós. Esta é a frase que o Talmud e a Halachá (Lei da Torá) usam e repetem [1]: "Um hóspede que vem para viver conosco" (Guer shebá lehitgayer). Rabi Yossef Caro é ainda mais explícito em seu Shulchan Aruch [2]: "Um Guer que entra para a comunidade de Israel."
 
Vamos olhar a cena toda desde cima:
 
João José lê alguns livros judaicos. Ele conclui que este negócio é legal. Assiste algumas classes com o rabino local. Aborda então o rabino e confessa o quanto ama o judaísmo e que está fascinado pela obra de seus sábios. Percebeu que este é o verdadeiro caminho e deseja adotá-lo como seu.
 
Neste ponto chegamos a um dilema: João José deseja cumprir a Torá e as mitsvot. Torá significa instruções (como na palavra hora'a explicada no Zôhar [3]). Mitsvá significa mandamento (da raiz tsivá). Mas João José não foi instruído nem recebeu ordens para a maior parte disso. O povo judeu recebeu - no Monte Sinai. João José, juntamente com o restante da humanidade, foi instruído a cumprir as Sete Leis Noahides - aquelas que o Criador deu a Adão e Noé.
 
João tem muitas coisas maravilhosas e únicas com as quais contribuir para a humanidade. Se não tivesse, bem, jamais teria sido criado. O Grande Arquiteto não desenha coisa alguma à toa. De fato, há muitas coisas que o Arquiteto de João gostaria muito de ver João fazer. Mas 613 mitsvot, com todos os detalhes das leis que as cercam - quem disse que servem para toda alma que vem a este planeta?
 
Portanto, João tem um problema: Ele pode ser bom mesmo no estudo de Torá, melhor que o rabino que está ensinando a classe. Mas isso não é Torá. Porque (a menos que tenha a ver com as Leis Noahides acima mencionadas) não se trata de instruí-lo. Trata-se de instruir uma outra pessoa. [4]
 
Se João cumpre uma mitsvá, pode ser uma ciosa muito boa. Ele pode sentir-se muito bem construindo uma sucá para sua família, ou tocando o shofar. Mas a menos que isso seja um dos atos universais Noahides [5] - como a caridade - não é uma mitsvá. Porque ele não recebeu ordens de fazê-lo.

Tudo bem, alguns de meus "muchachos" não estão na modalidade "ordem". Portanto, pense um pouco mais além: a palavra mitsvá também significa "conexão" (de tsavta). [6] Porque quando um ser criado é ordenado pelo seu Criador a fazer algo, uma conexão é estabelecida entre os dois, transpondo o abismo entre o ser e o Ser Além.
 
Imagine a cena: Era uma vez, uma pequena criatura dentro da bolha selada do cosmos, fazendo todas as coisas maravilhosas que as pequenas criaturas do cosmos fazem, mas sempre limitadas dentro do reino dos seres criados. Agora, o Criador e Operador Chefe de todos os Sistemas chama por detrás do vidro impenetrável e estabelece um relacionamento com a pequena criatura: "Com licença" - diz Ele - "você poderia por favor tomar conta destas minhas pequenas tarefas em Meu mundo?" Pronto! Há uma conexão. O Criador envolve-se com a criatura. A criatura torna-se alguma coisa. Um verdadeiro representante do Criador dentro de Sua criação. [7]
 
Mas quando João decide por si mesmo fazer uma mitsvá, onde está a conexão? Ele está fazendo porque D'us lhe pediu para fazer? Não, com toda a certeza. Ele está fazendo porque João decidiu fazer. João ordenou a João. É a mitsvá de João. Mas nada tem a ver com o Mestre Infinito de Todos os Seres (a menos que João decida usar este título).
 
Portanto, João está limitado para sempre? Bem, ele ainda tem as mitsvot Noahides, atos heróicos de bondade, beleza e muito mais. Não é pouca coisa: sustentar a viabilidade da raça humana [8], e portanto a estabilidade do reino material e espiritual. Ah, e isso é Torá, também. João pode estudar tudo que o fascina sobre a Torá com qualquer rabino que preferir, desde que isso o ajude a cumprir as ordens de um bom Noahide.[9] E ser um grande João, com esta contribuição única, acima mencionada.
 
Mas talvez João não esteja satisfeito com isso. Talvez João sinta uma afinidade pelo povo judeu. Talvez João seja um descendente de Marranos, mas não pode provar nada. Talvez ele não seja João, mas Marcelo Cohen, cujo pai é judeu, que cresceu com judeus, casou-se com uma mulher judia, tem filhos judeus e sempre se viu como um de nós. Ou talvez ele seja exatamente uma daquelas almas perdidas que Rabi Chaim Atar discute, que é realmente judeu por dentro, mas foi trocado por algum anjo desajeitado enquanto estava descendo. Uma centelha da alma de Avraham que Sara atraiu, como foi discutido pelos místicos. [10]
 
Portanto, não dizemos a João "Quer adotar o judaísmo?" Porque ele não pode, como foi explicado acima. Em vez disso, dizemos a ele - parafraseando as palavras de nossos Sábios no Talmud, [11] "João, por que motivo quer juntar-se ao povo judeu? Não sabe que somos perseguidos e oprimidos no decorrer da história? Não sabe que, não importa o que façamos, as nações do mundo não podem suportar o próprio fato de que existimos? João, você não lê jornais?"
 
Este é o primeiro passo. E não: "Está realmente comprometido a fazer o que diz a Torá?" ou "Acredita realmente que consegue levantar-se às 6h30 para a reza de todas as manhãs?" A primeira questão é: "Identifica-se conosco? Com nossa labuta como um povo? Será um de nós, não importa o que eles lhe darão por causa disso?"
 
Se conseguirmos que esta mensagem seja captada, João poderá fazer uma de duas coisas: Poderia dizer: "Bem, isso parece um pouco mais que aquilo que pedi. E que tal se eu fizesse um curso sobre meditação e espiritualidade judaicas?" E isso estaria bom. Existe algo para todos na Torá. A meditação e a espiritualidade judaicas podem ser exatamente a receita para ajudar João a ser um bom Noahide, e um grande João José.
 
Por outro lado, João poderia dizer - novamente parafraseando as palavras do Talmud: "Sabe o quê mais? Sempre quis fazer parte deste povo notável. Mas talvez você esteja certo. Talvez eu não seja bom o suficiente."
 
Pronto! Com estas palavras, continua o Talmud, João é aceito como um justo Guer - um de nós. Em seguida, temos de contar-lhe sobre nossos conflitos: D'us quer que façamos isso e que não façamos aquilo. Vale a pena, mas algumas coisas não são tão fáceis. Agora, João, que você está reentrando na comunidade de Israel, está também entrando no acordo. Está se tornando instruído e comandado a cumprir tudo aquilo que ouvimos no Sinai. Você tem a Torá e as Mitsvot.
 
Neste ponto, João ainda pode optar por sair. Ainda é uma rua de duas mãos. Até que tenha sua circuncisão e o mergulho no micvê. Depois disso, porém, não há como sair.
 
Entendeu o sentido da coisa? Primeiro tem de identificar-se conosco como um povo. Depois vem a aceitação do "jugo da Torá."
 
Falando de maneira prática, imagine se fosse de outro jeito. João se compromete 100% com a Torá. Então damos-lhe as boas vindas no partido. João terá um choque. Pega esta fita métrica que lhe damos da lei da Torá e começa a avaliar-nos por ela. João não fica muito satisfeito com os dados que consegue.
 
O Maimônides (Rambam) escreveu que Guerim não têm uma alta taxa de sucesso. A maioria tropeça em algum evento durante o caminho, que o afasta do povo judeu. [12] Certamente, aqueles bem-sucedidos estão entre os mais preciosos de nosso povo: Onkelos, Shmaya, Avtalyon, Rabi Akiva, Rabi Meir - todos estes foram Guerim ou descendentes de Guerim. Mas a maioria pula fora - e alguns deles na verdade tornaram-se inimigos perversos.
 
Neste caso, é surpreendente que ainda hoje os rabinos pareçam estar mais preocupados com "o quanto João está comprometido com a Torá e com D'us?" A principal questão deveria ser: "João se dá bem com o povo judeu? Ele tem bastante amigos judeus? Aborrece-se quando as pessoas fazem observações desagradáveis sobre um judeu? Ele nos ama? Ele sofre quando lê sobre um judeu que sofre no outro lado do mundo? Sentir-se-á como um de nós, não importa o que aconteça?"
 
Se parece que estou indo muito longe, considere as palavras do Lubavitcher Rebe naquilo que ele chamou de "discurso inaugural":
 
Se você encontrar um judeu que tem amor por D'us, mas carece de amor por seu povo e amor pela Torá, diga-lhe que este amor não pode durar.
 
Se você encontrar um judeu que tem amor por seu povo, mas carece de amor por D'us e amor pela Torá, ajude-o a nutrir este amor até que ele flua até os outros dois, até que os três se juntem em um nó apertado que jamais será desfeito.[13]
 
Se é assim, se tornar-se judeu é juntar-se ao povo judeu, então por que João deve aceitar o jugo das mitsvot, afinal?
 
Tratemos agora desta questão:
 
Um Guer deve aceitar todas as mitsvot da Torá a fim de tornar-se judeu. O filho de uma mãe judia que não faça nada disso, permanece 100% judeu. Por quê?
 
Se for algo comportamental, isso explica por que Marcelo tem de aceitar as mitsvot para tornar-se judeu. Mas então o que faz Ronaldo - que para começar, nem desconfia que deveria cumpri-las - 100% judeu?
 
E se é uma linhagem - o que explicaria o judaísmo de Ronaldo - então o que ajudará Marcelo, ou João, ou qualquer outro candidato a aceitar todas as mitsvot?
 
O que faz de um judeu um judeu?
 
Esta é a história: Antes do Sinai, não havia judeus.. [14] Sim, havia Avraham (Abraão), Sara, Yitschac (Isaac), Rivca (Rebeca), Lea e Rachel. Sim, havia os Filhos de Israel que D'us redimiu do cativeiro. Mas eles não eram o povo judeu como os conhecemos após o Sinai. No Sinai, aconteceu algo irreversível.
 
Antes do Sinai, o povo judeu era semelhante aos outros povos. Eram uma coleção de indivíduos, a maioria aparentada entre si, ligados por uma variedade de fatores como família, cultura, modo de vestir, crenças, tradições, etc. No Sinai, um vínculo aconteceu. Todas estas pessoas tornaram-se um único todo. [15]
 
Veja você, quando aquelas pessoas receberam a missão de ser um "reino de sacerdotes e uma nação sagrada," [16], isso não era como um grupo de indivíduos. Foram escolhidos como um todo, uma entidade completa. Eis por que nossos Sábios dizem que, se um único judeu estivesse faltando ao pé do Sinai, a Torá não poderia ter sido outorgada. [17] Porque cada alma judia é uma peça essencial na formação do todo. Como as vigas de um domo geodésico, se uma cair, a estrutura inteira desaba. Como as letras da própria Torá: se uma letra estiver faltando ou incompleta, o rolo inteiro é inadequado. Porque a Torá não é uma compilação de partes. É um único todo. E é assim também com o povo judeu.[18]
 
"A essência de um todo não pode ser dividida" [19] (Ha'etsem bilti mitchalec - em hebraico para vocês, que se acham eruditos). Portanto, em cada parte do todo, você tem toda a essência.
 
Pegue uma maçã, por exemplo. Pode-se dividi-la em muitas partes - a casca, o talo, a polpa, o miolo - mas em cada parte a "maçanidade" permanece a mesma. A polpa da maçã não é mais "maçã" que o miolo. O mesmo se aplica à nação judaica. Você pode dividir-nos em 14 milhões de pessoas, cada um é um mundo completo em si mesmo, mas em cada um o "judaísmo" permanece exatamente o mesmo. E este judaísmo é o que realmente importa. Desde o Sinai, onde quer que um judeu vá, lá vai a essência do povo judeu.
 
Tendo isso em mente, podemos entender uma regra da Mishná, [20] ratificada como halachá por Maimônides:
 
Se os pagãos exigirem de uma comunidade judaica: "Dê-nos um dos seus para matarmos, ou mataremos todos vocês!" toda a comunidade deve oferecer suas vidas, ao invés de entregar uma única alma de judeu. [21]
 
Por quê? Porque em cada judeu - não importa quem, onde, o quê - está o povo judeu inteiro.
 
Como é transmitido o judaísmo essencial: através da mãe.
 
Veja você, há realmente dois aspectos em qualquer judeu: aquele judaísmo essencial. E como ele expressa aquele judaísmo à sua própria maneira única. Em geral, o primeiro aspecto é transmitido pela mãe, o segundo pelo pai. [22]
 
Eis como conseguimos a Torá, em primeiro lugar:
 
D'us disse a Moshê: "Portanto deves falar com a Casa de Yaacov e dizer aos Filhos de Israel." [23]
 
O antigo Mechilta explica:
 
A casa de Yaacov refere-se às mulheres. Para elas, deve-se ir primeiro e entregar a generalidade da Torá. Os Filhos de Israel são uma referência aos homens. Para eles, você transmitirá os detalhes.
 
(Por que as mulheres primeiro, e depois os homens? Rabi Eliezer explica: porque os homens formam suas opiniões de acordo com o que as mulheres dirão. [24] Minha mulher fez-me adicionar isso. [25])
 
As mães primais do povo judeu receberam a essência da Torá. A mãe de Ronaldo transmitiu aquela essência geral da Torá para ele, como sua mãe havia feito com ela. Portanto, Ronaldo é judeu, ao passo que Marcelo não o é.
 
Portanto, onde quer que Ronaldo da Silva vá, lá vamos nós. Se ele está vagando sem rumo no profundo espaço da assimilação, nós todos estamos com ele. Quando ele descobrir que é judeu e voltar ao judaísmo, todos nós iremos junto. Acontece que nem Ronaldo nem sua mãe, nem sua avô jamais abandonaram realmente o povo judeu, afinal. Eles apenas nos levaram para um pequena viagem.
 
(Na verdade, há alguma qualificação nisso: a Halachá declara que uma família que está perdida, está perdida. [26] O Rambam escreveu em uma carta que se um judeu desaparece completamente de seu povo, "saiba que esta não é uma alma que esteve no Sinai." [27] Mas como sabemos que a mãe de Ronaldo é judia, ele ainda não desapareceu de nosso radar.)
 
Agora como Marcelo retorna do afastamento de seu pai e volta aos trilhos? E como João pode entrar no acordo também? Como nós e Ronaldo, para começar, entramos neste acordo? O Sinai fez isso para nós. E assim o Sinai tem de fazer para todas as outras almas que desejam juntar-se a nós. O que é justamente aquilo que João José deve passar se for aceito como um Guer: ele precisa aceitar toda a Torá, assim como fizemos no passado. E isso deve ser antecedido pela circuncisão e micvê (e um sacrifício quando o Templo Sagrado estiver de pé) como era antigamente. O Sinai jamais termina - há uma reprise para todo Guer.
 
Mas não se engane pensando que é a prática de mitsvot que faz de um judeu um judeu.
 
Aceitar a Torá e cumprir as mitsvot faz aflorar o judeu essencial interior. Permite que nossas almas se juntem em uma perfeita unidade. Mas a essência da Torá é o judeu que a cumpre, não o contrário. Portanto, dizemos que a alma de todo Guer sempre fez parte de nós. João é apenas um outro Marcelo - ambos estão retornando para onde pertencem de direito.
 
Mais ou menos como tornar-se mãe: toda mulher é essencialmente uma mãe lá no fundo, mas ela precisa de um filho para despertar a mãe interior. Assim, também, todo judeu precisa da Torá para ativar o judeu interior.
 
Isso é o que o Zôhar quer dizer quando afirma: "Há três nós atados um ao outro: Israel está atado à Torá, e a Torá está atada ao Santíssimo, bendito seja." [28]
 
Aqueles rabinos que aprenderam matemática na escola pode chegar a uma chocante conclusão: mas são apenas dois nós! E portanto, é explicado: O terceiro nó é o nó entre Israel e o Santíssimo, bendito seja. Porém para ativar e despertar aquele nó, primeiro deve haver o nó da Torá. [29]
 
Isso é o que diz o Midrash: "O que vem primeiro, o povo judeu ou a Torá? Como diz a Torá: 'Ordene aos Filhos de Israel, Fale aos Filhos de Israel' - daí eu concluo que o povo judeu precede a Torá." [30]
 
E assim é com o Guer: o elemento mais essencial do Guer é seu apego ao povo judeu. Mas como pode este apego ser reativado? Somente pela sua aceitação da Torá, a aliança que desperta nosso vínculo essencial uns com os outros.
 
Notas:
 
[1] - Por exemplo: Yevamot 47a, Vayicra Raba 2:8.
 
[2] - Yorê Deá 268:1.
 
[3] - Zôhar vol. III, 53b.
 
[4] - Na verdade, ao abandonar seu caminho especialmente designado para seguir uma trilha que pertence a outra pessoa, João pode estar se fazendo redundante!
 
[5] - Veja Sanhedrin 56a-b; Rambam, Mishnê Torá, Livro dos Juízes, Leis dos Reis, 9:1. Para maiores informações visite os seguintes sites:
 
 
[6] - Shneur Zalman de Liadi, Licutei Torá, Bechucotai 45:3.
 
[7] - Veja Licutei Sichot vol. 7 pág. 30-37.
 
[8] - Veja Licutei Sichot vol. 5, pág. 89.
 
[9] - Veja Meiri em Sanhedrin 49, dizendo que isto é a maior parte da Torá.
 
[10] - Veja Dov Ber de Lubavitch, Torat Chayim, parashat Lech Lechá.
 
[11] - Yevamot ibid. (quando você vai dar uma olhada lá?)
 
[12] - Mishnê Torá, Livro de Santidade, Leis das Relações Proibidas, 13:19.
 
[13] - Sichá 10 de Shevat de 5711, impresso em Torat Menachem vol. 2, pág. 210-211.
 
[14] - Yevamot 46a; Critot 9.
 
[15] - Veja Rashi em Shemot 19:2; Talmud Nazir 61b; Rabi Yossef Rosen de Rogatchov, Tsafnat Paneach, 2ª edição, 13b; Licutei Sichos, vol. 9 pág. 112; Licutei Sichot vol. 18, pág. 113-116.
 
[16] - Shemot 19:6.
 
[17] - Devarim Rabá, 87:8.
 
[18] - Shulchan Aruch, Yorê Deá 274. Veja Sêfer Hasichot 5750, vol. 1, pág. 89-90.
 
[19] - Citado em muitos lugares em nome do Báal Shem Tov e em nome de Rav Saadia Gaon.
 
[20] - Terumot 8:12; Talmud Yerushalmi, ibid. 4.
 
[21] - Livro do Conhecimento, Leis Fundamentais da Torá, 5:5.
 
[22] - Quanto a estas distinções entre homens e mulheres, veja a palestra do Rebe, por ocasião do yartzheit de sua mulher, Rebetsin Chaya Mushka, que seu mérito nos proteja, impresso em Licutei Sichot vol. 31, pág. 93.
 
[23] - Shemot 19:3.
 
[24] - Pirke derabi Eliezer, 41.
 
[25] - Veja sêfer Hasichot 5750, vol. 2 pág. 457, nota 28. Veja mesmo.
 
[26] - Talmud Kidushin, 71a.
 
[27] - Carta a Teman.
 
[28] - Zôhar parte 3, 73; Veja Licutei Torá, Shir Hashirim 16:4.
 
[29] - Veja Licutei Sichot, vol. 14 pág, 169, e fontes lá citadas.
 
[30] - Tana Devei Eliyahu Rabá, 14.
 
Obs.:  Não concordo com a tese de hospede. "Um hospede entre nós".  O Sinai não  é uma coisa do passado.  Porque? Porque o  Sinai existe.  E o ETERNO também. Óbvio. Avraham quando conheceu a D'us não  foi no Sinai. Foi?    E Avraham foi o primeiro a receber a TORÁH, ou não foi? Então porque o  Sinai?  Porque foi uma promessa feita a Avraham que seus descendentes herdariam a Terra prometida.  O povo estava sedento. Queriam um código de ética que lhe dirigissem a vida e que lhes dessem dignidade e moral cívica para continuarem acreditando no estabelecimento da nova Terra. Um povo que estava familiarizado com a escravidão por centenas de anos, envoltos com os deuses do Egito que nada puderam fazer por eles. Acreditavam no D'us de seus ancestrais, sem nunca tê-lo visto. Mas, agora, quando Moshê trás á baila o sonho de revelar o Verdadeiro D'us de seus pais, o que mais o povo deveria querer? E essa mesma jornada nós queremos e entendemos ser assim. Por isso desejamos de coração sincero (sem cera), fazer parte do povo do Eterno, do povo judeu. Não  importa o que me possa acontecer.   Estou destinado a morrer um dia. Seja por isso, seja por aquilo. Se for por aquilo que escolhi, melhor ainda. Quantos morrem por ter escolhido a vida do crime? Quantos morrem por abraçar uma causa? Quanto mais por deixar-se abraçar pelo Eterno e por compor de forma ainda que pequenina um espaço  na sublime coroa dos filhos de "H".
Nahum.

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