JUDAISMO HUMANISTA

O Judaismo Humanista é a pratica da liberdade e dignidade humana

Branca de Neve e os 7 anões diplomáticos por Israel Blajberg –

A linguagem cifrada diplomatica é cheia de nuances, que devem ser interpretadas com cautela, como é o caso da famosa expressão que às vezes aparece em convites para recepções – “Segue-se Vin d”Honneur” – que os diplomatas costumam interpretar como “Não haverá jantar”.

A menos que fatos concretos (e indesejaveis) ocorram a futuro, queremos crer que as declarações do porta-voz do Governo de Israel e a Nota 168 do Itamaraty datada de 23 jul 2014 nao serão entrave ao bom relacionamento entre as nações amigas, deplorando que interpretações confusas as tenham super-valorizado negativa e injustamente. Nosso maravilhoso pais nunca foi, não é nem nunca será um anao diplomatico. Somos o Brasil dos BRICS, da melhor Copa do Mundo, da convivencia entre todos, seja qual for a religiao ou a cor da pele, enquanto as chamas do odio se espalham pelo mundo contra Israel e os judeus, aqui a vida segue, todos trabalhando sob o distico ORDEM e PROGRESSO. Brasil pais admirado pelo mundo inteiro, o único da América do Sul que enviou soldados para combater o nazi-fascismo na Europa, 25 mil homens, dos quais quase 500 jamais retornaram.

É importante destacar que na Nota do Itamaraty nº 159 de 17/07/2014, que nao teve a mesma repercussão, o Governo brasileiro expressou profunda preocupação e solidariedade com as vítimas em Israel, condenando o lançamento de foguetes e morteiros de Gaza. Mesmo assim, nao foi de surpreender o desapontamento israelense com a segunda nota brasileira, afinal Israel tem o Brasil na mais elevada consideração. Certamente, tais notas devem ser creditadas exclusivamente a orientação do atual governo que está a frente da Nação Brasileira no momento, passivel de discordancias de posição internas, eventualmente vencidas no intervalo entre as duas notas, agravado pela situação em Gaza, que cada vez mais foge ao controle.

Somos brasileiros, orgulhosos da cidadania, de fé mosaica, tementes a D_us, o Grande Arquiteto do Universo, ciosos da herança imemorial dos antepassados bíblicos, que habitaram em tempos remotos a Terra Santa cada vez mais sofrida. Há que saber ler nas entrelinhas as manifestações de governo do Brasil e de Israel. O Estado de Israel é uma nação tradicionalmente amiga do nosso Brasil. Tambem somos amigos dos estados árabes, incluida a Autoridade Palestina, com excelente intercambio bilateral seja no comercio, na educação, nas artes, na cultura, e até na defesa, nao fossemos uma terra que recebeu a ambos os povos de braços abertos, e isso desde que Cabral aqui aportou.

Consta até que sob as velas onde pontificava a Cruz de Cristo, nas caravelas navegaram um numero ate hoje nao conhecido de cristãos-novos (há quem diga que o proprio Almirante, natural de Belmonte, conhecida terra deles). O sofrimento nao tem bandeira, seja do filho do árabe, do filho do cristão, ou do filho do judeu. Assim, há que acolher as iniciativas sinceras que pretendam somar aos esforços para que um dia se faça a tao sonhada paz, e de Jerusalem venha a luz para todas as nações, como reza a Biblia.

Ressalte-se que o porta voz muito justamente qualificou nosso pais de “gigante economico e cultural”. O Brasil é realmente a grande nação da qual muito devemos nos orgulhar, e isso já tinha sido dito por Stefan Zweig em 1942, quando escreveu BRASIL PAIS DO FUTURO. Devemos lembrar que o Brasil deu ao mundo o Barao do Rio Branco e Oswaldo Aranha, para citar apenas dois expoentes da nossa diplomacia, cuja contribuição determinou a partilha da Palestina, sema qual talvez nem estivessemos escrevendo este texto agora.

Esperamos que o nosso governo, sonhador do socialismo, como era o kibutz, nao venha a se comportar mais a frente como outros governos ideologicamente hostis a Israel, que tambem começaram escrevendo notas e chamando de volta embaixadores. Israel é um relevante parceiro do Mercosul, as duas nações tem muito a contribuir entre si. Que imediatamente retorne nosso Embaixador em Tel-Aviv, que este episodio se encerre por si mesmo, que nao macule as boas relações entre a patria de Oswaldo Aranha e a de Yitzhak Rabin, que partiu deste mundo ouvindo os acordes de “… somos … um pais tropical… abençoado por D_us…” transmitido pelos alto-falantes em volta da praça de Tel Aviv.

Esperamos que Branca de Neve não precise mais se preocupar com porta-vozes ou notas. O Brasil não lhe dá trabalho, ela já está bastante ocupada com os verdadeiros anoes diplomaticos mundo a fora, anoes miopes, horrorosos e violentos, lamentavelmente muito mais do que 7… nao apenas estados constituidos, mas grupos alimentados pelo odio e pela intolerancia.

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Comentário de augusto coster em 29 julho 2014 às 16:05

Infelizmente a realidade não é tão simples assim. Este artigo tenta colocar panos quentes em atitudes francamente hostis a Israel, num momento critico da guerra, culpando somente o povo israelita pelo ocorrido.

Porque a Dilma não chamou o embaixador da Siria, do Sudão, do Egito, da Turquia, da Rússia? É fácil a resposta.

Além disto chamar o nosso governo de socialista e compará-lo com os kibutzin não dá para engolir...

O autor foi completamente infeliz com este artigo.

Melhor não escrever nada.

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