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"Hamas nos arrasta a esta operação", diz porta-voz de Israel - Terra Noticias

                                                                                                             

Roni Kaplan lamenta, em entrevista exclusiva, a recusa do cessar-fogo pelo Hamas, proposto por mediação egípcia e aceita por Israel

 

 

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Foto: Ahmed Zakot / Reuters
  • Roni Kaplan, 31 anos, nasceu em Montevideu, no Uruguai, e hoje é o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) para América Latina. Estudou Economia, Filosofia e Ciências Políticas na Universidade Hebraica de Jerusalém, além de Segurança e Diplomacia na Universidade de Tel Aviv. Fluente em hebraico, inglês e espanhol, Roni lamenta, em entrevista exclusiva ao Terra, a recusa do cessar-fogo pelo Hamas, proposto por mediação egípcia e aceita por Israel. Na interpretação do porta-voz, o Hamas torna refém a população civil de Gaza.

Por que você acha que o Hamas não aceitou o cessar-fogo? Pela mesma razão pela qual, há duas semanas, quando dissemos ao Hamas que o silêncio será respondido com silêncio, e o Hamas também não aceitou. O Hamas nos arrasta a esta operação, que Israel, desde o princípio, não queria ter que ingressar. Ao que parece, o Hamas tem interesses políticos determinados. Estamos falando de mais de 1150 foguetes só nesta semana. Mas todos os dias estamos facilitando a passagem de alimentos e combustíveis, com fins humanitários, pela passagem de Kerem Shalom, mesmo sob os bombardeios do Hamas. O melhor seria que eles tivessem aceitado o cessar-fogo e que houvesse paz aqui, mas lamentavelmente eles não aceitaram.

Acredita na hipótese levantada por alguns analistas de que o Hamas estaria interessado em debilitar o Domo de Ferro de Israel e permitir ataques de outros países ou grupos radicais? Em Israel, as frentes estão relacionadas umas às outras. Repare que em 2006 quando houve o rapto do (soldado israelense) Gilad Shalit, duas semanas depois, começou a segunda guerra do Líbano. E de fato, entre ontem e hoje, recebemos ataques a partir da Síria e do Líbano e do (monte) Sinai. Estamos preparados para qualquer tipo de ataque de qualquer frente, mas não é o que queremos. Enviamos panfletos e avisos para as pessoas em Gaza se afastarem das áreas onde foram encontrados armamentos. As pessoas começaram a evacuá-las, mas rapidamente o porta-voz do Hamas saiu à imprensa mandando que voltassem às casas. Isto é, pediram que voltassem como escudos humanos. São reféns do Hamas. Enquanto Israel tenta proteger a população civil com o Domo de Ferro, o Hamas está utilizando sua população para defender seu armamento. Eles não têm o mesmo respeito pela vida humana que temos.

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Israel costuma recordar que se retirou totalmente de Gaza em 2005. Por que Israel continua controlando a entrada e saída de pessoas e produtos em Gaza por terra e mar? É impossível esquecer que Israel se desanexou de Gaza em troca somente da promessa de não-agressão. E sequer isso a Autoridade Palestina, primeiramente, foi capaz de cumprir e depois o Hamas, a partir de 2007, na Faixa de Gaza. No ano de 2006, Israel constroi um terminal enorme para que passem 40 mil pessoas por dia a Israel para trabalhar e visitar suas famílias na Cisjordânia. Mas fechamos o terminal depois que o Hamas matou pessoas no local. Infelizmente ninguém mais pode vir trabalhar ou passar por Israel. Hoje em dia esta passagem só serve à ambulâncias e pessoas enfermas. O Hamas é uma ditadura militar de cunho clerical islamista que viola os direitos humanos --muito mais do que qualquer ditadura militar que tivemos experiência na América Latina-- e defende em sua constituição que Israel continuará existindo até que o Islã o elimine.

Algumas partes afirmam que o sequestro e assassinato dos jovens israelenses foi feito pelo grupo EIIL (Isis em inglês) e não pelo Hamas. Por que Israel atribui o crime ao Hamas? Nem Israel nem a Autoridade Palestina deu credibilidade à atribuição (dos crimes) pelo Isis. O Isis na Cisjordânia nao é um grupo forte, tem celulas adormecidas muito fracas. O atentado foi feito por duas pessoas –Marwan Kawasme e Amar Abu Aysha-- que são familiares do Hamas, pessoas com histórico de 64 tentativas de sequestro.

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Na Europa houve um atentado contra o museu judaico de Bruxelas, com o assassinato de quatro pessoas, e esta semana, em meio aos protestos contra o conflito em Gaza, houve um ataque a uma sinagoga em Paris. Como o governo de Israel tem observado estes eventos? Esta pergunta deve ser feita ao porta-voz do Ministério de Relações Exteriores. Do meu ponto de vista pessoal, penso que o fato de os judeus por mais de 1800 anos terem sido vistos como os que mataram a Cristo e pela crença de que os judeus eram a causa de todos os males, tudo isto entrou na cabeça das pessoas como forma de preconceito. A Igreja Católica mudou e está mudando muito, como vemos com o atual Papa. O judeu é castigado por um monte de preconceitos e mentiras que têm razões históricas, mas que lamentavelmente nós ainda sofremos.

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